quarta-feira, 27 de março de 2013

AJUDA ALIMENTAR PARA A GUINÉ-BISSAU ADIADA



A Organização das Nações Unidas (ONU) disse ontem na Suíça que foi forçada
a adiar o envio de ajuda alimentar para cerca de 300.000 pessoas na Guiné-Bissau
devido à falta de fundos para custear a operação. Segundo a porta-voz do Programa
Alimentar Mundial (PAM) da ONU em Genebra, Elisabeth Byrs, “a assistência estava 
agendada para começar a 1 de março de 2013, mas as operações estão paralisadas”
porque, até agora, não recebeu nenhuma doação. Para voltar a fornecer ajuda alimentar
a 278.000 guineenses, “incluindo jovens mães e crianças em risco de desnutrição”, o PAM “necessita urgentemente de 7,1 milhões de dólares” (cerca de 5,49 milhões de euros)
 alertou Elisabeth Byrs. “Não podemos comprar comida sem dinheiro”, lamentou.
A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo, onde 69% dos 1,6 milhões de
habitantes vivem com menos de dois dólares (1,5€) por dia e 33% com menos de um 
dólar (77 cêntimos de euro), disse Elisabeth Byrs. De acordo com a porta-voz do PAM
a taxa de desnutrição aguda naquele país é de 6% da população, chegando aos 8% nalgumas regiões.

O PAM fornece refeições a 85.000 crianças através de programas de alimentação nas escolas, permitindo que algumas meninas levem comida para casa e lhes seja, por isso, autorizado o acesso à escola, afirmou a representante.O Programa Alimentar Mundial visa ainda fornecer comida suplementar a cerca de 5.000 crianças desnutridas com menos de 5 anos e a 1.960 grávidas e mães desnutridas. Em 2012, o programa da ONU chegou a 211.300 pessoas através da saúde escolar, alimentação, nutrição e projetos comunitários, dando assistência alimentar em troca de trabalho.

Relatório PAM