Com vista a redinamizar a Camara Municipal de Bissau, o Ministro Botche Candé puxou
dos galões e pôs o Presidente da Câmara Municipal de Bissau e o seu vice no olho da rua.
Ya, manda quem pode e obedece quem deve. Muito bem Ministro já não era sem tempo.
O que não ficou claro é quem será o proximo Presidente da Câmara Municipal de Bissau.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
QUE SAUDADES QUE NÓS TEMOS DA TAP
Mas por favor vejam lá o preço dos bilhetes e a qualidade dos aviões... Muitas vezes
só nos enviam aviões-socata.
só nos enviam aviões-socata.
O GOVERNO APRESENTOU HOJE O SEU PROGRAMA PARA OS PRÓXIMOS 4 ANOS
Um programa ambicioso e que promete muito...
domingo, 21 de setembro de 2014
24 DE SETEMBRO DE 1973- 24 DE SETEMBRO DE 2014- 41 ANOS DE INDEPENDÊNCIA
QUAIS FORAM OS 5 MELHORES MOMENTOS NESTES 41 ANOS DE VIDA!!!
O BAIRRO MAIS POPULOSO DA GUINÉ-BISSAU, BAIRRO MILITAR, PRECISA URGENTEMENTE DE URBANIZAÇÃO.
As casas estão dentro das estradas e as ruas misturam-se com becos. Enfim, há que
fazer deste nosso Bairro Militar, um bairro modelo na reorganização dos bairros da
capital.
fazer deste nosso Bairro Militar, um bairro modelo na reorganização dos bairros da
capital.
SEJA BENVINDA SRª DONA ALVAREZ-ROMERO
As Maritza Alvarez-Romero, 62, heads back
to Guinea-Bissau, a small West African country nestled between Guinea
and Senegal, she’s nervous. Like most in West Africa, she has watched as
the deadly Ebola virus has spread. The hemorrhagic fever, passed
through contact with bodily fluids, has killed more than 2,000 people
since it appeared in Guinea last March. It has since spread to Liberia,
Sierra Leone, Nigeria, and most recently, Senegal.
Alvarez-Romero calls the cleanup effort “a good start.” But she says the country has a long way to go. Born in Costa Rica, Alvarez-Romero became an American citizen in upstate New York, where she taught high-school English for 30 years. Six years ago she moved to Bissau to serve as resident translator, liaison, and school principal at Casa Emanuel, a Christian orphanage on the outskirts of the capital.
Work often takes Alvarez-Romero into downtown Bissau. She describes trash strewn and heaped on red dirt streets. Chickens, goats, and pigs roam near open markets filled with shoeless children. While Ebola-stricken countries such as Liberia push for hand-washing, the practice is unheard of in Bissau, where only one in five people has access to tap water. Men and women urinate openly in the streets, and it is normal to contract rashes from dust and pig feces, Alvarez-Romero said.
These conditions have long been breeding grounds for malaria, cholera, and typhoid. Those with money often travel to Senegal or Morocco for medical care, as public hospitals offer little help. Poorly paid doctors and nurses sometimes steal donated drugs since they can be sold for profit to pharmacies. Patients pay for their own medications, and many times, “If a person has to choose between a malaria pill and a bowl of rice, they’ll choose the rice,” Alvarez-Romero said.
About 20 minutes from downtown, Casa Emanuel sits on four acres enclosed by a large iron gate and 1-foot-thick, white-washed concrete walls built originally to protect the 150 orphans from family members trying to kill them, believing they carry a curse. Founded in 1995 by Costa Rican dentist Isabel Johanning, Casa’s cleanliness, running water, and electricity—along with a hospital and K-12 school—attract many outsiders seeking education or medical attention.
Still, Casa’s challenges underscore the complexity of containing Ebola. Four on-staff doctors and nine nurses mostly treat pregnant women and newborn babies, but they try to help anyone who shows up in need. Visiting doctors, nurses, and students sometimes bolster the orphanage’s staff and supplies, but limitations are the norm. Alvarez-Romero and Casa’s medical staff worry about Ebola’s malaria-like symptoms and the 21-day incubation period that make detection difficult: “We know we’re not prepared to help someone with Ebola.”
Cultural traditions have long compounded viral containment at Casa. When cholera threatened the area in 2008, villagers were leery of Western medicine. Often they followed a witch doctor’s traditional cures and potions over the physician’s care. As in other West African countries, many families also follow strict burial procedures: Family members manually wash their dead before hosting a wake in their home, believing that those who fail to attend will be haunted.
The threat of Ebola has Casa taking precautions. If it hits, they may close the school and hospital in order to protect the orphans. “We’re human, so yes, we’re nervous,” Alvarez-Romero said. She finds strength each morning when the children line up before their classes and sing a simple tune: “Let’s give thanks to the Lord … for all He has given us.”
LEÕS DE NOVO NA GUINÉ-BISSAU
Quatro décadas depois, o leão de regresso à Guiné-Bissau
Os biólogos acreditam que os últimos leões
abandonaram a Guiné-Bissau quando a guerra pela independência lhes virou
o "habitat" do avesso, mas, quatro décadas depois, um rugido e pegadas
no Leste do país anunciam o regresso do rei da selva.
"A pegada é inequivocamente de leão" conta Annemarie Goedmakers à agência Lusa em Bissau.
O achado foi feito por um colaborador da fundação Chimbo que preparava estações de observação de chimpanzés na floresta do Boé e que registou um som que identificou como um rugido de leão: para tirar dúvidas, no dia seguinte voltou ao local e lá estavam as marcas no solo.
O achado foi feito por um colaborador da fundação Chimbo que preparava estações de observação de chimpanzés na floresta do Boé e que registou um som que identificou como um rugido de leão: para tirar dúvidas, no dia seguinte voltou ao local e lá estavam as marcas no solo.
Agência Lusa
QUEM SERÁ O PRÓXIMO PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA ?????
Armando Mango, Carlos Pinto Pereira, Hemernegildo Pereira, Fode Mané,
Amine Saad, Rui Néne ou Antonieta Rosa Gomes?
Uma destas individualidades poderá vir a ser o próximo Procurador Geral da Republica!!!
Brevemente no seu blog!!! Nã saia do blog...
Amine Saad, Rui Néne ou Antonieta Rosa Gomes?
Uma destas individualidades poderá vir a ser o próximo Procurador Geral da Republica!!!
Brevemente no seu blog!!! Nã saia do blog...
CAMPANHA DE RECOLHA DE LIXIVIA PARA A GUINÉ-BISSAU
Os Amigos De Boa Vontade estão a organizar recolha de lixivia em alguns paises da Europa para enviar aos hospitais da Guiné. A recolha também esta a ser feita em Bissau. Já contamos com o apoio de Organização das Mulheres na Holanda, a RDP Africa através do Waldir Araújo, o Marino Restaurant em Londres e a Discoteca Keteke em Hamburgo; além de varias pessoas que aderiram por livre vontade.
O objectivo é colectar um contentor de lixívia até o fim do mês.
Contamos consigo.
ASSINATURA DE CONTRATO E PROJETOS/ EMBAIXADA DOS ESTADOS UNIDOS DE AMÉRICA
Será assinado CONTRATO DE PROJETOS no Gabinete de Ligacao da Embaixada dos Estados Unidos, as
14h45 do dia 23 de Setembro de 2014 em Bissau.
Estara
presente nessa ceremonia a Encarregada de Negocios da Embaixada, Sandra
Clark, e o novo representante para o Escritorio de Bissau, Gregory
Garland.
PRIMEIRO MINISTRO, ENGº DOMINGOS SIMÕES PEREIRA VAI REPRESENTAR O PAÍS NA ASSEMBLEIA GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS EM NOVA YORK
O PM deverá proferir um discurso lá para o final deste mês. Boa sorte Srº Primeiro Ministro,
nós temos a certeza que voçê tem o dom da palavra de vai saber representar bem o nosso
querido country Guiné-Bissau.
nós temos a certeza que voçê tem o dom da palavra de vai saber representar bem o nosso
querido country Guiné-Bissau.
QUEREMOS DESEJAR AS MAIORES FELICIDADES A NOVA DIRECTORA GERAL DA POLICIA JUDICIÁRIA DRª FILOMENA MARIA MENDES LOPES
Os desafios são enormes porque bandissilons ka ta falta na Guiné-Bissau.
NTORI PALAN KUMA IKUMÉ ÉBOLÁ! AHAHAHAHAHAH!!!
O N'tori continua a ser a banda desenhada mais engraçada do país. Mas quando é
que se pode comer Ébolá só mesmo na cabeça do N'tori! É que ele andou a gritar
pela tabanca fora que ia morrer porque comeu ebolá. ehehheheeheheh!!!
que se pode comer Ébolá só mesmo na cabeça do N'tori! É que ele andou a gritar
pela tabanca fora que ia morrer porque comeu ebolá. ehehheheeheheh!!!
ÚLTIMA HORA: DIA 22 E 23 DE SETEMBRO O GOVERNO DA GUINÉ-BISSAU VAI APRESENTAR O SEU PROGRAMA DE GOVERNO E ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2014
oopppsss! Mas perá aí, o programa e orçamento de 2014 já não foram apresentados?
Sim ? Não ? Anda todo o mundo com os miolos trocado. Mas muito bem, força aí.
Sim ? Não ? Anda todo o mundo com os miolos trocado. Mas muito bem, força aí.
SABEMOS QUE BISSAU EM PESO ANDA PREOCUPADA COM A FALTA DE DINAMISMO DO PROGESSO NACIONAL, MAS NÃO SE PREOCUPEM BREVEMENTE ESTE 2º BLOG MAIS LIDO NA HISTORIA DA GUINÉ-BISSAU VAI VOLTAR FORTEMENTE EM ACÇÃO COM MAIS VISÃO E DETERMINAÇÃO E SENDO SEMPRE DE OLHÃO HEHEHEHEHEHEHE HIHIHIHIIHIHIH
No bai!!!!!!!!!!!!! In riba dja!!!!!!! Cinco meses fora do país deus nisto. Vamos reconquistar
o espaço que é o nossso. Viva a Direcção do Progresso Nacional.
o espaço que é o nossso. Viva a Direcção do Progresso Nacional.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
domingo, 14 de setembro de 2014
40 ANOS DEPOIS - UMA VISÃO PARA O PAÍS
Conferência Intitulada:
“Visão histórica do reconhecimento de facto da República da Guiné-Bissau pelo Estado português – 40 anos - Protagonistas e elementos para análise”.
Quarta Feira, dia 10 de Setembro de 2014
Local: Fundação Mário Soares
Horário: Das 14:30 e terminará as 18 H
Oradores:
-Prof. Doutor Eduardo Costa Dias
-Coronel Carlos de Matos Gomes
-Embaixador Mário Cabral
A moderação da conferência ficará a cargo do Exmo Senhor Dr. Eduardo Monteiro
Sempre dissemos que estamos prontos, a qualquer momento para negociarmos.
Compete aos portugueses dizerem alguma coisa. Como falamos a mesma língua, não é difícil entendermo-nos!
Amilcar Cabral
TESE ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO
No dia em que se assinala o feriado do nascimento de Amílcar Cabral, "pai" da nacionalidade guineense
Teaser vídeo marca início da contagem decrescente
para inauguração da central híbrida do projeto
"Bambadinca Sta Claro"
Promovido pela TESE Sem Fronteiras, o projeto vai fazer chegar energia moderna
a 6.500 habitantes de Bambadinca, na Guiné-Bissau

Conheça o teaser:
Materiais de apoio em anexo:
- PR_Teaser-BAMBA;
- Logótipo projeto "Bambadinca Sta Claro";- Logótipo TESE.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
POR ONDE ANDAM OS EX-HOMENS FORTES DA TRANSIÇÃO ? ONDE ESTÁ O PRESIDENTE EL HADJI MANUEL SERIFO NHAMADJO, O PM RUI DUARTE DE BARROS EO CARISSIMO DRº FERNANDO VAZ
Não é que tinhamos saudades mas é apenas para matar a curiosidade. POR FAVOR
DÊEM SINAL DE VIDA. Hehehehehe!!!
DÊEM SINAL DE VIDA. Hehehehehe!!!
UNIÃO EUROPEIA E UNICEF APOIAM A PROMOÇÃO E A PROTECÇÃO DOS DIREITOS DAS MENINASE MULHERES NA GUINÉ-BISSAU
A Delegação da União Europeia junto da República da Guiné-Bissau e o Fundo das Nações Unidas para a
Infância (UNICEF) assinalam o arranque do Ateliê de validação o Plano Integrado de Comunicação (PIC) do
Projecto para a promoção dos direitos das meninas e das mulheres, que terá lugar no Auditório do Hotel
Coimbra, em Bissau, durante dois dias a partir das 9 horas de 8 de Setembro de 2014.
Esse projecto, que terá ainda uma duração de 17 meses, conta com um orçamento de cerca de 224 Milhões
de francos CFA, co-financiado pela União Europeia com 197 Milhões e pelo UNICEF com 27 Milhões.
O UNICEF desenvolve também o papel de entidade implementadora, em parceria com as Organizações Não
Governamentais guineenses Associação dos Amigos da Criança, e Observatório dos Direitos Humanos,
Democracia e a Cidadania.
O projecto visa contribuir para o reforço de um quadro jurídico, institucional e sociocomunitário protector
dos direitos das mulheres e das meninas nas regiões de Bafatá, Gabú, Oio e Bolama-Bijagós, fortalecendo as
capacidades de intervenção dos diferentes actores no terreno, assim como as respostas das próprias
comunidades para prevenirem todo o tipo de violência contra as meninas e as mulheres.
O PIC tem por objectivo principal o incremento das competências dos meios de comunicação e das
autoridades locais no âmbito dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres e das meninas, para uma
promoção dos mesmos de forma adequada e eficaz.
O plano foi desenvolvido com base nos dados resultantes da investigação efectuada pelo estudo CAP 2013
(Conhecimento, Atitudes e Práticas) sobre os direitos das mulheres e das meninas nas quatro regiões-alvo,
assim como nos trabalhos desenvolvidos com os órgãos da comunicação social e com as comunidades locais.
A implementação do PIC abrangerá a Guiné-Bissau na íntegra e utilizará órgãos da comunicação, como as
rádios e a televisão, para obter uma cobertura ampla. A nível regional, realizará acções específicas de
sensibilização junto das comunidades locais, de forma a reforçar concretamente as actividades de prevenção e
resposta às situações de violência contra as meninas e mulheres.
Infância (UNICEF) assinalam o arranque do Ateliê de validação o Plano Integrado de Comunicação (PIC) do
Projecto para a promoção dos direitos das meninas e das mulheres, que terá lugar no Auditório do Hotel
Coimbra, em Bissau, durante dois dias a partir das 9 horas de 8 de Setembro de 2014.
Esse projecto, que terá ainda uma duração de 17 meses, conta com um orçamento de cerca de 224 Milhões
de francos CFA, co-financiado pela União Europeia com 197 Milhões e pelo UNICEF com 27 Milhões.
O UNICEF desenvolve também o papel de entidade implementadora, em parceria com as Organizações Não
Governamentais guineenses Associação dos Amigos da Criança, e Observatório dos Direitos Humanos,
Democracia e a Cidadania.
O projecto visa contribuir para o reforço de um quadro jurídico, institucional e sociocomunitário protector
dos direitos das mulheres e das meninas nas regiões de Bafatá, Gabú, Oio e Bolama-Bijagós, fortalecendo as
capacidades de intervenção dos diferentes actores no terreno, assim como as respostas das próprias
comunidades para prevenirem todo o tipo de violência contra as meninas e as mulheres.
O PIC tem por objectivo principal o incremento das competências dos meios de comunicação e das
autoridades locais no âmbito dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres e das meninas, para uma
promoção dos mesmos de forma adequada e eficaz.
O plano foi desenvolvido com base nos dados resultantes da investigação efectuada pelo estudo CAP 2013
(Conhecimento, Atitudes e Práticas) sobre os direitos das mulheres e das meninas nas quatro regiões-alvo,
assim como nos trabalhos desenvolvidos com os órgãos da comunicação social e com as comunidades locais.
A implementação do PIC abrangerá a Guiné-Bissau na íntegra e utilizará órgãos da comunicação, como as
rádios e a televisão, para obter uma cobertura ampla. A nível regional, realizará acções específicas de
sensibilização junto das comunidades locais, de forma a reforçar concretamente as actividades de prevenção e
resposta às situações de violência contra as meninas e mulheres.
PATCHE DI RIMA DIA 6 DE SETEMBRO EM LONDRES
Meus
caros, por motivo de forca maior, vimos pelo mesmo informar que o
grande concerto do menino de ouro da Guine-Bissau nao se realizara no
local inicialmente anunciado! em nome de toda equipa deste projecto
pedimos imensas desculpas pelo imprevisto...
A melhor forma de superar imprevistos é encarar de frente e surpreender a si mesmo... "O PATCHE DI RIMA" NO SHELTER CLUB 267 KINGSLAND ROAD LONDON, E2 8AD. Capacidade para 300 pessoas, aberto das 10h as 5h da manha. os bilhetes ja estao a venda, contacto; Gilmar 07450819113 Nelo cruz 07440701240.
A melhor forma de superar imprevistos é encarar de frente e surpreender a si mesmo... "O PATCHE DI RIMA" NO SHELTER CLUB 267 KINGSLAND ROAD LONDON, E2 8AD. Capacidade para 300 pessoas, aberto das 10h as 5h da manha. os bilhetes ja estao a venda, contacto; Gilmar 07450819113 Nelo cruz 07440701240.
SITUAÇÃO DOS ESTUDANTES GUINEENSES EM CUBA
Em nome de todos os estudantes Guineenses recém graduados em diferentes especialidades em Tecnología da Saúde em Cuba, viemos por este meio a informar ao governo sobre a nossa situação de regreso a Guiné-Bissau, é o seguinte:
Os recém
graduados no total de 18 estudantes levam mais de 2 meses sem ter
posibilidade de regresar ao pais natal e enfrentam grandes dificuldades
devido que a embaxada Guineense em Cuba é incapaz de resolver a nossa situação
onde o Sr. Embaxador Abel Coelho Mendonça nunca se presenta no local de
serviço, a maioria dos familiares resolveram comprar as passagens que
resulta um outro problema de visto com a embaxada de Espanha em
Cuba,neste sentido pedimos ajuda do governo da Guiné-Bissau especialmente do Ministério dos Negocios Extrangeiros que faça o possivel necessario.
1-Abimite Tomé Cá --------------------- Lic. Imaginología e Radiofísica Médica
2-Augusto Dionisio Sousa Almeida---Lic. Engenheiria Clínica (Electromedicina)
3-Babagale Camará---------------------- Lic. Administração de Saude
4-Bimtchoga Cabi------------------------ Lic. Nutrição
5-Bruno Manuel Mesa D’Almeida----Lic.Prótese Estomatológica
6-Elisangela Alfredo Da Silva----------Lic. Nutrição
7-Elizaida Correia----------------------- -Lic. Bioanálise Clínico
8-Floriano Omar------------------------- Lic. Administração de Saúde
9-Indira Justina dos Santos Néves---Lic. Gestão de Informação da Saúde
10-Leticia Caempa---------------------- Lic. Prótese Estomatologica
11-Luciclí Sousa Cordeiro-------------Lic. Higiéne e Hepidemología
12-Québa Embaló---------------------- Lic. Imagenología e Radiofísica Médica
13-Rasula Mariama do Carmo Sissé—Lic. Imagenología e Radiofísica Médica
14-Serifo Adulai Bá---------------------Lic. Engenheiria Clínica(Electromedicina)
15-Silénio
16-Suaila Mendonça------------------ Medicina
17-Sundiata Iaia Seidi-----------------Lic. Bioanálise Clínico
18-Usumane Djáu----------------------Lic. Bioanálise Clínico
Responsavel: Graduados Guineeenses em Cuba.
--
Estudiante Ingeniería Informática
Universidad Pinar del Rio
Calle Martí Final # 270, Frente Hotel Pinar
Pinar del Rio,Cuba
Edificio 6B, 2da planta, Habitación 1
Celular +53 53804383
DHL AUMENTOU A SUA PRESENÇA EM AFRICA
DHL adota abordagem inovadora para aumentar a presença no comércio a retalho em 1000% na África Subsariana
Logo: http://www.photos.apo-opa.com/ plog-content/images/apo/logos/ dhl_logo2.jpg
Photo Sumesh Rahavendra: http://www.photos.apo-opa.com/ plog-content/images/apo/ photos/sumesh_rahavendra.jpg (Sumesh Rahavendra, Diretor de marketing da DHL Express, secção de África Subsariana)
No que se poderá tornar um caso de estudo numa escola de administração de empresas, o número de pontos de serviço da empresa aumentou de 300 para mais de 3300. Em vez de construir as suas próprias filiais, a DHL fez antes parcerias com proprietários de negócios locais que atuam como seus revendedores. Milhares de pontos de venda – tais como uma loja de produtos eletrónicos na África Ocidental, uma agência de viagens na África Oriental e uma pequena mercearia na África do Sul – agora permitem que os seus clientes façam expedições através da DHL ao mesmo tempo que prestam os seus serviços habituais.
Estas pequenas empresas beneficiam de uma comissão em todas as vendas DHL, de um aumento no número de clientes e de estarem associadas a uma marca global.
“É realmente uma abordagem que beneficia todas as partes. Demos aos proprietários destas pequenas lojas uma oportunidade de negócio única para aumentar as receitas e ganhar credibilidade ao aliarem-se a uma marca internacional. O sucesso deles é o nosso sucesso.” explica Sumesh Rahavendra, Diretor de marketing da DHL Express, secção de África Subsariana.
A empresa está disposta a fazer parceria com qualquer negócio empreendedor que reconheça o valor de se tornar um revendedor da DHL. Todos os parceiros recebem um kit completo da marca e submetem-se a um programa de formação exaustivo para assegurar a conformidade com os requisitos e os procedimentos da DHL.
A DHL também formou parcerias semelhantes com empresas de maiores dimensões, tais como operadoras de redes móveis, centros de comércio a retalho, supermercados e revendedores de combustível.
Formar parcerias com postos de venda existentes não só é mais rentável do que construir as suas próprias filiais, como também aproxima a DHL dos seus clientes. Um empresário no Gana pode enviar uma amostra para um cliente nos EUA a partir do mesmo local onde compra o jornal diário, ao passo que uma mãe nas Maurícias pode agora enviar um presente de aniversário ao filho na França, enquanto abastece o carro num posto de combustível.
A DHL também simplificou as suas opções de preços e de embalagens para se adequar às necessidades dos seus clientes, e não o inverso. Para dar a conhecer às pessoas a sua oferta para o comércio a retalho, as ruas de África são frequentemente pintadas de amarelo e vermelho em campanhas de publicidade estratégicas que envolvem dança, canto e brindes especiais DHL.
“Através do forte entusiasmo e da energia dos nossos 4000 funcionários em toda a África Subsariana, alterámos a perceção de que a DHL apenas serve as necessidades de multinacionais e grandes negócios. Os nossos clientes do comércio a retalho já não precisam de perder tempo no trânsito para poder enviar um documento ou uma encomenda, eles podem facilmente encontrar um ponto de serviço DHL ao virar da esquina”, diz Rahavendra. “Algo que talvez seja ainda mais gratificante é o facto de estarmos a dar aos proprietários de negócios e aspirantes a empresários em toda a África uma oportunidade adicional para ganharem dinheiro e viverem melhor.”
Rahavendra conta a história de uma revendedora da DHL no Quénia, cuja loja de acessórios para telemóveis está localizada mesmo em frente a uma loja detida pela empresa DHL. Quando lhe perguntaram porque, na sua opinião, os clientes prefeririam fazer as expedições na sua loja em vez de se dirigirem à loja especializada da DHL, ela disse que uma pessoa comum identifica-se melhor com a loja dela, tendo a perceção de que os preços são mais acessíveis e é menos formal do que a loja do outro lado da rua.
“Num continente como África, onde a economia informal domina, a estratégia para o comércio a retalho de uma empresa não se pode limitar a centros comerciais sofisticados”, acrescenta Rahavendra. “É preciso operar a um nível em que os clientes possam entender, sentir e relacionar-se com o produto. É realmente necessário assegurar que a marca estabelece uma ligação com as pessoas comuns” conclui Rahavendra.
Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da Deutsche Post DHL.
Contacto para meios de comunicação social:
Megan Collinicos. Diretora: Publicidade e Relações Públicas, África Subsariana
DHL Express
Tel.: +27 21 409 3613 Telemóvel: +27 76 411 8570
megan.collinicos@dhl.com
DHL – A empresa de logística para o mundo
A DHL (http://www.dpdhl.com) é a líder mundial de mercado na indústria logística e de CEP e “A empresa de logística para o mundo”. A DHL aplica os seus conhecimentos especializados sobre transporte expresso internacional, entrega de encomendas nacional e internacional, frete aéreo e marítimo, transporte rodoviário e ferroviário, bem como sobre soluções relacionadas com contratos e comércio eletrónico em toda a cadeia de abastecimento. Uma rede global composta por mais de 220 países e territórios e com cerca de 315.000 colaboradores em todo o mundo que disponibiliza aos consumidores a melhor qualidade de serviço e conhecimento local para satisfazer os seus requisitos da cadeia de abastecimento. A DHL aceita a sua responsabilidade social ao apoiar a proteção ambiental, a gestão de catástrofes e a educação.
A DHL faz parte do grupo Deutsche Post DHL. O grupo gerou receitas superiores a 55 bilhões de euros em 2013.
Para obter mais informações: www.dpdhl.com
Imagens de stock disponíveis em: http://www.dpdhl.com/en/media_ relations/media_library.htm
CAPE-TOWN, South-Africa, September 4, 2014/ -- Mantendo-se fiel à sua reputação de rapidez, paixão, trabalho de equipa e atitude positiva, a DHL Express (http://www.dpdhl.com) aumentou a sua presença no comércio a retalho na África Subsariana em uns surpreendentes 1000% em menos de três anos.
Photo Sumesh Rahavendra: http://www.photos.apo-opa.com/
No que se poderá tornar um caso de estudo numa escola de administração de empresas, o número de pontos de serviço da empresa aumentou de 300 para mais de 3300. Em vez de construir as suas próprias filiais, a DHL fez antes parcerias com proprietários de negócios locais que atuam como seus revendedores. Milhares de pontos de venda – tais como uma loja de produtos eletrónicos na África Ocidental, uma agência de viagens na África Oriental e uma pequena mercearia na África do Sul – agora permitem que os seus clientes façam expedições através da DHL ao mesmo tempo que prestam os seus serviços habituais.
Estas pequenas empresas beneficiam de uma comissão em todas as vendas DHL, de um aumento no número de clientes e de estarem associadas a uma marca global.
“É realmente uma abordagem que beneficia todas as partes. Demos aos proprietários destas pequenas lojas uma oportunidade de negócio única para aumentar as receitas e ganhar credibilidade ao aliarem-se a uma marca internacional. O sucesso deles é o nosso sucesso.” explica Sumesh Rahavendra, Diretor de marketing da DHL Express, secção de África Subsariana.
A empresa está disposta a fazer parceria com qualquer negócio empreendedor que reconheça o valor de se tornar um revendedor da DHL. Todos os parceiros recebem um kit completo da marca e submetem-se a um programa de formação exaustivo para assegurar a conformidade com os requisitos e os procedimentos da DHL.
A DHL também formou parcerias semelhantes com empresas de maiores dimensões, tais como operadoras de redes móveis, centros de comércio a retalho, supermercados e revendedores de combustível.
Formar parcerias com postos de venda existentes não só é mais rentável do que construir as suas próprias filiais, como também aproxima a DHL dos seus clientes. Um empresário no Gana pode enviar uma amostra para um cliente nos EUA a partir do mesmo local onde compra o jornal diário, ao passo que uma mãe nas Maurícias pode agora enviar um presente de aniversário ao filho na França, enquanto abastece o carro num posto de combustível.
A DHL também simplificou as suas opções de preços e de embalagens para se adequar às necessidades dos seus clientes, e não o inverso. Para dar a conhecer às pessoas a sua oferta para o comércio a retalho, as ruas de África são frequentemente pintadas de amarelo e vermelho em campanhas de publicidade estratégicas que envolvem dança, canto e brindes especiais DHL.
“Através do forte entusiasmo e da energia dos nossos 4000 funcionários em toda a África Subsariana, alterámos a perceção de que a DHL apenas serve as necessidades de multinacionais e grandes negócios. Os nossos clientes do comércio a retalho já não precisam de perder tempo no trânsito para poder enviar um documento ou uma encomenda, eles podem facilmente encontrar um ponto de serviço DHL ao virar da esquina”, diz Rahavendra. “Algo que talvez seja ainda mais gratificante é o facto de estarmos a dar aos proprietários de negócios e aspirantes a empresários em toda a África uma oportunidade adicional para ganharem dinheiro e viverem melhor.”
Rahavendra conta a história de uma revendedora da DHL no Quénia, cuja loja de acessórios para telemóveis está localizada mesmo em frente a uma loja detida pela empresa DHL. Quando lhe perguntaram porque, na sua opinião, os clientes prefeririam fazer as expedições na sua loja em vez de se dirigirem à loja especializada da DHL, ela disse que uma pessoa comum identifica-se melhor com a loja dela, tendo a perceção de que os preços são mais acessíveis e é menos formal do que a loja do outro lado da rua.
“Num continente como África, onde a economia informal domina, a estratégia para o comércio a retalho de uma empresa não se pode limitar a centros comerciais sofisticados”, acrescenta Rahavendra. “É preciso operar a um nível em que os clientes possam entender, sentir e relacionar-se com o produto. É realmente necessário assegurar que a marca estabelece uma ligação com as pessoas comuns” conclui Rahavendra.
Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da Deutsche Post DHL.
Contacto para meios de comunicação social:
Megan Collinicos. Diretora: Publicidade e Relações Públicas, África Subsariana
DHL Express
Tel.: +27 21 409 3613 Telemóvel: +27 76 411 8570
megan.collinicos@dhl.com
DHL – A empresa de logística para o mundo
A DHL (http://www.dpdhl.com) é a líder mundial de mercado na indústria logística e de CEP e “A empresa de logística para o mundo”. A DHL aplica os seus conhecimentos especializados sobre transporte expresso internacional, entrega de encomendas nacional e internacional, frete aéreo e marítimo, transporte rodoviário e ferroviário, bem como sobre soluções relacionadas com contratos e comércio eletrónico em toda a cadeia de abastecimento. Uma rede global composta por mais de 220 países e territórios e com cerca de 315.000 colaboradores em todo o mundo que disponibiliza aos consumidores a melhor qualidade de serviço e conhecimento local para satisfazer os seus requisitos da cadeia de abastecimento. A DHL aceita a sua responsabilidade social ao apoiar a proteção ambiental, a gestão de catástrofes e a educação.
A DHL faz parte do grupo Deutsche Post DHL. O grupo gerou receitas superiores a 55 bilhões de euros em 2013.
Para obter mais informações: www.dpdhl.com
Imagens de stock disponíveis em: http://www.dpdhl.com/en/media_
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
«2ª PARTE» DE UMA GRANDE ENTREVISTA COM DR. JULIAO SOARES SOUSA: "VOCÊ, POR MAIS INTELIGENTE QUE SEJA, NÃO CONSEGUE CONVENCER NENHUM EMPRESÁRIO SÉRIO A INVESTIR NUM PAÍS ONDE NÃO HÁ ENERGIA ELÉCTRICA"
Historiador
e investigador guineense, especialista em História Política da Guiné e
de Cabo Verde, Prof. Doutor Julião Soares Sousa.
1-Conosaba: Atualmente, a influência da China em África é impressionante! A China está a fomentar profundos laços económicos, políticos e militares com a maioria dos 55 países da África, concorda? O que diz sobre abate de árvores (Pau de Sangue, transportado para China) de forma indiscriminada naGuiné-Bissau?
Julião Soares Sousa: Sim, é verdade que a China é
hoje um dos primeiros parceiros da África no seu processo de
desenvolvimento. Tem os seus tentáculos em quase todos os países
africanos e frequentemente encontramos funcionários chineses a
trabalharem em diversos empreendimentos apoiados pela cooperação
chinesa. Para entender essa presença chinesa em África seria
necessário recuar até meados dos 50 do século passado ou examinar,
sobretudo, a forma como se preparou ao longo de toda a década de 60 e 70
para chegar a situação confortável em que se encontra no nosso
continente nos dias de hoje. Foi um trabalho paciente que merece ser
destacado. Quando na primeira parte desta nossa entrevista referíamos à
defesa dos interesses nacionais, o caso da China é paradigmático e
pode servir de bom exemplo. Os países que não têm noção do que
representam esses interesses nacionais não conseguem arregimentar forças
para defender esses interesses. Porque não os reconhecem ou pura e
simplesmente ignoram o que isso significa. Agora
uma coisa é certa. Não há nada que nos obrigue, a conta do auxílio e da
solidariedade que recebemos de qualquer país deste mundo, a devastar o
nosso património natural, apenas por ganância e falta de carácter de
alguns filhos da nossa terra. E aqui a culpa não é de ninguém, de nenhum
país em particular. A culpa vai inteiramente para quem vende ou ordena a delapidação do nosso património público. A culpa só pode ser atribuída ao guineense ganancioso e que não olha a meios para atingir fins ilícitos.
E quando mete dinheiro se for necessário até vendemos o que nos faz
falta, deixamos de ser racionais. À custa desta cultura de
irresponsabilidade no espaço de menos de 50 anos já perdemos uma
importante mancha florestal do Oio e do Cantanhez. E estamos a falar de
um país que se encontra numa zona crítica que já sofre a influência do
Sahel. E com isso estamos a colocar em perigo o futuro do nosso país. É
evidente que quando um país permite determinado tipo de abusos que
partem dos seus próprios filhos acaba por pagar uma fatura elevada como
nós estamos a pagar (e vamos continuar a pagar) nos próximos tempos.
Também entristece muito ver o que se estava a passar em Varela. É
evidente que tem havido um aproveitamento das nossas fragilidades como
seres humanos e péssimos filhos da nossa terra. E mais! Sabem que nos
podem comprar com dinheiro e outras benesses, o que não deixa de ser
feio. Concordo inteiramente com as medidas que estão a ser tomadas pelas
autoridades. Talvez os
guineenses que se deixam comprar comecem a fletir na sua ação diabólica e
devastadora. Temos de estar atentos e vigilantes na defesa do nosso
património e do nosso país.
2-Conosaba: A União Africana (UA) foi fundada em 2002 e
é a organização que sucedeu a Organização da Unidade Africana. Baseada
no modelo da União Europeia (mas atualmente com atuação mais próxima à
da Comunidade das Nações), ajuda na promoção da democracia, direitos
humanos e desenvolvimento econômico na África, especialmente no aumento
dos investimentos estrangeiros por meio do programa Nova Parceria para o
Desenvolvimento da África (NEPAD). Que tal da União Africana? Adotou novas estratégias para desenvolver a nossa África! É para confiar?
JS: Mal de nós se não confiássemos nas organizações que criamos. È claro que a OUA,
desde a sua fundação, em Maio de 1963, passou por momentos conturbados.
Não é fácil a uma organização do género funcionar no contexto em que
emergiu como instituição charneira, que visava, entre outros objetivos
utópicos e inalcançáveis para muitos naquele tempo, a unidade do
continente. Mas devemos salientar ainda que esse contexto foi muito
complexo. Havia países independentes, mas cuja independência foi
negociada com as antigas potências colonizadoras sem necessidade de
recurso à violência, e havia territórios, como era o caso de Angola,
Moçambique e do nosso, que ainda se encontravam sob o jugo colonial e
que tiveram que passar por uma longa e dolorosa guerra de libertação.
Mesmo no quadro de países então independentes e dependentes havia
grandes diferenças, fruto de diferentes tipos de colonização (colónias
francesas, inglesas, portuguesas e espanholas) com tudo o que isso
implicava em termos de diferentes tipos de mentalidades e
especificidades. Isso fez com que ao longo de muito tempo a organização
se ressentisse na hora de lograr consensos em determinadas matérias. Por
isso mesmo a luta de libertação nas colónias portuguesas durou muitos
anos por falta de solidariedade. Havia países que em lugar de defenderem
os interesses dos territórios dependentes colocavam-se muitas vezes ao
lado das potências colonizadoras. Foi também por isso (e por outras muitas razões) que a OUA nunca
foi capaz de resolver verdadeiramente nenhum conflito em África. E
houve muitos como sabe. Mas as coisas começaram a mudar em parte devido
às profundas alterações que também se registaram nas últimas décadas no
Mundo e em África. Creio que num futuro muito próximo a UA, sucedânea da OUA, será capaz de gerar mais consensos em várias matérias que interessam ao nosso continente. Só a criação doNEPAD e
de outras instituições e a existência de consensos sobre o
desenvolvimento africano devem constituir motivo para que todos os
africanos se sintam hoje orgulhosos dessas transformações. A UA é uma organização que interessa a África e
à paz mundial e deve, naturalmente, merecer todos os nossos incentivos
para que continue a promover maior integração do continente de modo a
acabar com a pobreza, a miséria e o sofrimento. Sente-se que cada vez
mais a África está ganhar importância no plano internacional. Isso traz
responsabilidades acrescidas à organização continental, mas também
importantes desafios.
3-Conosaba: Frantz Fanon nasceu em 20 de Julho de 1925, em Forte-de-France, capital da colónia francesa de Martinica. Era negro e descendia de escravos deportados de África para Antilhas.
Ele reivindicava para o Terceiro Mundo a possibilidade de se
desenvolver independentemente das nações desenvolvidas
(industrializadas), sejam elas capitalistas ou socialistas. É possível isso? Os países subdesenvolvidos se desenvolverem a conta própria? Como?
JS: Como sabe, esta posição não é nova e ainda hoje é defendida por muitos intelectuais africanos e não africanos. Frantz Fanon,
não foi propriamente um pensador qualquer. Empenhou-se denodadamente na
libertação dos povos oprimidos, tendo influenciado decididamente muita
gente da sua geração e ainda hoje recorrentemente regressamos às suas
ideias e à leitura das suas obras mais emblemáticas que são sempre
inspiradoras. Contudo, devemos contextualiza-las. É difícil, nos tempos
que correm, a um país, a um continente desenvolver-se isolado dos
restantes. Apesar de
precisarem, no seu processo de desenvolvimento, de um impulso primordial
que é o seu próprio esforço, a sua vontade interna, as suas próprias
forças e sacrifício. São impulsos que ninguém de fora nos pode insuflar. Mas
sabemos também que o Mundo se transformou num circuito fechado, numa
aldeia global que, involuntariamente, gera solidariedades e, por
(muitas) vezes, dependências. Por isso tenho dúvidas de que algum país
se possa desenvolver contando ainda assim apenas com a sua vontade
interna, isolado do resto do mundo e das nações mais industrializadas do
globo. Os países africanos (e o nosso em particular) precisam de
transferência de tecnologia. Precisam de melhorar as dinâmicas do
funcionamento das instituições de ensino a vários níveis para que isso
tenha reflexos imediatos e decisivos na formação de quadros e precisam
sobretudo de reforçar os seus desempenhos macroeconómicos. E isso
simplesmente é irrealizável isolado.
4-Conosaba: É óbvio que estou a falar da escravatura! Os colonizadores e os Europeus devem pagar em dinheiro aos países africanos por escravidão? Neste caso, na sua opinião, Portugal deve pagar bem a Guiné-Bissau?
JS:Se assim fosse não seria possível quantificar esse grande equívoco da história. O que lhe quero dizer para responder a essa sua pergunta provocatória é que para além da liberdade e da própria vida nada é mais importante. Não há dinheiro que pague a redução a escravatura de um ser humano.
A escravatura foi um erro crasso da história da humanidade como o foi
também o holocausto, o genocídio no Ruanda, a mortandade que se tem
experimentado em muitos países africanos (até mesmo no nosso). A
escravatura teve consequências que todos conhecemos. O importante nesta
altura é ensinar as pessoas a evitarem os erros cometidos no passado.
Mas, já agora é preciso situar as coisas para que elas sejam
inteligíveis aos que nos vão ler. É que naquele tempo da escravatura
também não havia nenhum país que se chamava Guiné-Bissau. Estamos a
falar de uma extensão territorial que na realidade se chamava “Guiné” ou
que tinha várias outras designações (Etiópia Menor, Beled Al Abid, etc)
e onde o nosso país atual se situa. Portanto, Portugal teria de pagar a quem? Acho que ninguém tem de pagar nada a ninguém. O
importante é que esses fenómenos que envergonharam a humanidade não
mais se repitam. Mas há mais! Sabe que em África, antes mesmo da chegada
dos europeus, havia escravatura. Havia gente que vendia ou
permutava os seus prisioneiros de guerra. Mas, além destas guerras que
eram uma importante (provavelmente a primordial) fonte de escravos havia
também a chamada escravatura doméstica. Havia, como dizia
anteriormente, gente que era vendida e permutada porque cometeram
“crimes” (adultério, roubos, furtos, etc.), mães ou pais que
vendiam os próprios filhos. Chegaram-nos relatos desumanos. Portanto, a
guerra não era o único e exclusivo meio de obtenção de escravos e
gerador de lucros para mercadores africanos e europeus. A grande
diferença que a escravatura europeia veio introduzir nisso tudo é a
retirada das pessoas das suas regiões e do seu meio ambiente natural,
com tudo o que isso implicou em termos de destruturação das famílias,
violência física e psicológica, racismo puro, etc., etc. Sim, porque
numa determinada fase da história da humanidade as pessoas eram sujeitas
à escravatura porque eram negras. O que me perturba é que ainda hoje no
nosso meio há seres humanos, nossos irmãos, a sofrer todo o tipo de
vexames, de escravatura, que trabalham no duro para não auferirem nenhum
salário condigno que lhes permita viver com alguma dignidade junto das
suas famílias. Mas há muita gente que fica contente explorando os seus
próprios irmãos ou permitindo que os seus irmãos sejam explorados. Há
muito boa gente a dormir um sono profundo diante do sofrimento dos seus
irmãos. Essa é que é a realidade. Agora pergunto. Foi para isso que nós conquistamos as independências? Vale a pena por vezes olharmos para o nosso próprio umbigo antes de apontarmos o dedo a outros. Nós hoje admitimos coisas na nossa terra que ninguém aceitaria na sua terra.
Devemos olhar às vezes para dentro de modo a libertar-nos dos complexos
e preconceitos quando se trata de defender os nossos interesses. Conquistamos a independência a custa de sacrifícios muito grandes, mas para deixar os nossos povos na miséria, na escravidão.
5-Conosaba: O arquipélago de Cabo Verde constituía
há séculos um dos mais importantes entrepostos do tráfico negreiros:
indivíduos capturados nas enseadas dos rios e na costa da Guiné eram
trazidos até ali para serem embarcados em condições miseráveis em
direção à América e à Europa, onde faziam todo o tipo de serviços
pesados e desprezíveis. Gente levada de África, nomeadamente da Guiné, foi colocada em Cabo Verde, como escrava. Os cabo-verdianos são nossos irmãos de sangue, concorda com essa afirmação? Como está hoje a relação Guiné e Cabo verde?
JS: Bom,
uma vez que insiste nesse ponto vamos primeiro esclarecer o seguinte. O
fenómeno da escravatura foi muito complexo como dizia anteriormente.
Provavelmente este não será até o lugar indicado para desenvolvermos
melhor este tema. Todavia, é importante referir que quando as caravelas portuguesas chegaram ao rio Senegal (isso ocorre num contexto muito particular) uma série de conflitos assolavam não só os reinos do Senegal como também o próprio império do Mali em
desagregação. Esses conflitos alimentaram o comércio de escravos para a
península ibérica e depois para as américas. No fundo, a progressão das
caravelas em direção ao sul do continente acompanharam em parte as
guerras que aconteciam nos reinos e impérios do interior e da costa
litorânea. Foi nesse contexto que Cabo Verde apareceu como repositório de escravos na sua rota para a Europa e para o chamado Novo Mundo. Quanto
à pergunta se os cabo-verdianos são nossos irmãos eu sei que há ainda
muita gente que torce o nariz quando se fala nisso, mas estão enganados.
Acho que hoje ninguém tem dúvidas de que temos ligações históricas
(desde a Bula Romanus Pontifex, do Papa Nicolau V, de1455) e consanguíneas também. Há muita gente em Cabo Verde que reconhece essa ligação com aÁfrica e
especialmente com a Guiné. Da mesma forma que há muita gente na Guiné,
por exemplo, que tem ligações consanguíneas com Cabo Verde. Mesmo muita
gente. Uns sabem-no e outros nem por isso ou procuram ignorá-las. E
vice-versa. Não houve só guineenses a irem para Cabo Verde. Também
muitos cabo-verdianos vieram para a Guiné. Isso devia ser uma razão
muito forte, gerador de outro tipo de ligações mais estreitas que tenho
defendido para os dois países. O primeiro aliado da Guiné-Bissau emÁfrica e no Mundo deve ser Cabo Verde e o primeiro aliado de Cabo Verde em África e no Mundo dever ser a Guiné-Bissau, naturalmente. Ignorar isso é deturbar a realidade. São os únicos países que falam português e o crioulo no quadro da CEDEAO e
nesse âmbito (e até noutros, do ponto de vista internacional) podem,
apesar das suas naturais especificidades, concertar posições na defesa
dos seus interesses essenciais. Estou em crer que a maturidade dos
políticos cabo-verdianos e guineenses vai forçar certamente uma aliança de novo tipo em benefício dos dois povos.
6-Conosaba: Se o Amílcar Cabral estivesse vivo...a Guiné-Bissau estaria hoje nesta situação?
JS: É sempre muito difícil responder a perguntas desse género. A Guiné-Bissau já
se tornou independente há 41 anos. Já teve tempo de se reencontrar com
os caminhos do progresso e da elevação do nível de vida dos seus
filhos. Penso que o que é mais relevante nesta altura é saber se seremos capazes de dar o salto em frente e corrigir. Todos os guineenses já se aperceberam que chegou a altura de virar a página. Amílcar Cabral cumpriu com a sua parte e deixou um legado que nunca soubemos aproveitar. Falta-nos
a nós cumprir com a nossa parte inspirando-nos no seu legado. Temos
agora mais uma oportunidade soberana para corrigir de modo a que o nosso
país recupere o prestígio que já teve no mundo.
7-Conosaba: O Amílcar Lopes Cabral nasceu ou não, na Guiné-Bissau (Bafatá)? A quem questiona a nascença dele no nosso solo. Isso tem alguma relevância, se nasceu, ou não na Guiné?
JS: Eu sei que há pessoas que colocam esta questão porque têm uma grande curiosidade de conhecer a história de vida de Amílcar Cabral.
Mas também há outras que insistem muito nessa temática por causa de
motivações políticas. Argumentam que o assunto teria implicações
jurídicas. A verdade é que também não apresentam provas para defenderem
os seus argumentos. Nós ainda temos a mania do “fulano tal disse isto ou ouvi isto”, etc. E ficamos por ali. Às vezes até por pura maldade. A única prova documental que existe e que não deixa dúvidas nenhumas é de que nasceu. Portanto, é com isso que devemos operar. Mesmo que não tivesse nascido, por acaso já ouviu algum cubano a questionar a naturalidade de Che Guevara? O
regresso recorrente a este tema só revela uma coisa: continuamos
irresistivelmente a gastar muita energia que devíamos concentrar na
melhoria dos desempenhos do nosso país, a tornar o nosso país respeitado
no Mundo, a lutar com todas as nossas forças para mudar o curso sinuoso
da história do nosso país, que, como sabe, desde que se tornou
independente, tem sido uma história recheada de fracassos a todos os
níveis: golpes de estado, assassinatos, de crueldade inimagináveis, de
ódios e de traições, de pobreza e de miséria. Por causa da nossa
desmobilização e preocupações com assuntos acessórios (como este) temos
assistido impávidos a muitos abusos na nossa terra por parte de gente
que em circunstâncias normais não deveriam ter a oportunidade para
abusarem da bondade dos nossos povos. Em 40 anos fomos capazes de anular
tudo o que foi conquistado com sacrifício por Amílcar Cabral e
todos os seus correligionários. O que lhe digo é que por causa de
motivações políticas, pura maldade ou até por caprichos pessoais não se
pode anular o valor das pessoas que, pelos seus atos e pelos sacrifícios
que fizeram em prol de outros, deveriam merecer no mínimo o nosso
respeito e admiração.
8-Conosaba: Numa das declarações (recentes) do novo Presidente da República, pediu o regresso imediato dos guineenses na diáspora à terra natal! Baseando nestes pedidos do novo Presidente,pensa um dia voltar a sua terra para contribuir?
JS: Sabe, muita gente passa ao lado do sofrimento dos outros, mas há nesta altura muitos compatriotas a sofrerem em Portugal e na Europa com
a crise, de modo que é sempre bom ouvir declarações dessas. Pelo menos
você sente que não é órfão ou apátrida como, infelizmente, muitos
guineenses realmente sentem. Se passear por alguns bairros nos arredores
de Lisboa e contactar os compatriotas que lá vivem consegue
entender e contextualizar o apelo. Infelizmente são declarações que você
não houve com muita frequência, vinda dos nossos políticos. Muitos
ainda não se convenceram que só de mãos dadas e espírito de corpo é que
lograremos combater todas as adversidades e levantar bem alto o nome do
nosso país. O pior inimigo do
nosso país é aquele que não quer reconhecer esse facto … E digo-lhe com
toda a franqueza: o primeiro político a assumir esse desígnio, como um
desígnio nacional (porque, efetivamente, o é) será de facto um herói. É
verdade que há muita gente lá dentro com capacidade para levar aquele
país para diante. Mas estou convencido (aliás este é a convicção de
muitos amigos da Guiné-Bissau) de que se houver uma estreita
aliança entre os que estão fora e aqueles que estão lá dentro, sem
complexos, seriamos capazes de definitivamente arrancar aquele país da
situação em que se encontra. E não seríamos o primeiro exemplo em África. Veja o caso de Cabo Verde.
Sabe como é que chegou a situação atual? Através da valorização dos
seus recursos humanos. Da valorização daqueles que estão dentro e
daqueles que estão fora. Mesmo fora, muitos quadros guineenses poderão,
se forem convocados, colaborar na afirmação do nosso país. E por vezes o
que faz falta é defender os seus interesses dos nossos concidadãos nos
países em que se encontrar para que sejam de facto respeitados. E isso
tem faltado.
9-Conosaba: O Estado guineense atravessa sérias dificuldades financeiros (com um grave deficit orçamental) que vão sendo resolvidos com base no crédito externo e na solidariedade internacional, certo? Até
quando o nosso país vai continuar nesta situação? Será que o novo
governo guineense vai colmatar de vez esta situação precária?
JS: Sabe, já tenho dito isso noutras circunstâncias. A Guiné-Bissau chegou a ter uma dívida externa astronómica. Foram os governos de Carlos Gomes Júnior que lograram o perdão dessa dívida, porque se não estaríamos hoje numa situação muito desconcertante. O que choca é que muita dessa dívida contraída ao longo de décadas não trouxe nenhum progresso para o nosso país. Não
se vêm escolas, estradas, os hospitais continuam na mesma miséria, os
funcionários estatais continuam a trabalhar e a passar vários meses sem
salários…. Já viu ao ponto em que o nosso país chegou?Devo
dizer-lhe que se o país vai contrair mais dívida, deve fazê-lo com
critério, mas para servir os interesses do país e das populações. Seria
um erro gravíssimo repetir os erros do passado. E estou a falar muito
seriamente. Além do mais, a aposta do país deve ser no sentido de gerar
receitas internas para reduzir substancialmente a dependência exterior,
que acaba por trazer outro tipo de dependências e até de outros
condicionamentos da nossa ação interna e externa como país soberano. A Guiné deve
procurar libertar-se dessa dependência orçamental e de outras muitas
dependências. Há muita coisa que nós poderíamos produzir internamente e
assim evitar o desperdício de divisas e os elevados deficits na balança
comercial. E isso só se consegue promovendo a agricultura e não com a
monocultura do caju, com seriedade no trabalho e uma vontade férrea na
defesa dos interesses do nosso país e das nossas populações, que depois
de décadas de elevados sacrifícios já merecem o Olimpo.
10-Conosaba: Como é possível um país desenvolver sem eletricidade?
JS: Simplesmente não é possível. Sabe, quando há várias décadas ouvia um professor meu da cadeira de História da Educação a falar da importância da energia no processo de desenvolvimento pensava que essa perspetiva era muito redutora.
Mas a verdade é que é mesmo assim. É claro que a isso haveria que
associar outros aspetos: água corrente e mão-de-obra qualificada, etc. É uma grande falácia pedir aos empresários para investirem num país que não tem condições para um sério investimento. Você,
por mais inteligente que seja, não consegue convencer nenhum empresário
sério a investir num país onde não há energia elétrica e também
mão-de-obra qualificada. E no mundo em que vivemos em que há
cada vez mais concorrência ou você está preparado ou então fica para
trás. Se você calculasse o grande desperdício de anos em que as coisas
não funcionaram por falta de energia elétrica você estaria aqui a fazer
contas durante vários dias. É que no mundo de hoje atrofia tudo. Acha
normal um país que conquistou a sua independência há 40 anos ter
passado os mesmos 40 anos da sua existência sem energia elétrica? Eu não acho normal. Agora pergunte a um empresário sério o que é que acha? É demasiado tempo perdido, meu caro. Um país não é propriamente um brinquedo.Há
muita gente que pensa que é mas não é. Nós, para sermos um país
respeitado no mundo e com capacidade de atrair investimento exterior (o
que é absolutamente indispensável e urgente para colmatar os elevados
índices de desemprego, sobretudo entre a população jovem) devemos fazer bem o trabalho de casa. Devemos
ser capazes de criar condições internas (boa rede de estradas e de
acessos até com os países vizinhos e ter um importante nó rodoviário e
até ferroviário) e externas para isso.Temos que ser capazes de formar bem os nossos quadros, desde o ensino primário até ao superior e ter energia elétrica. Deveríamos criar condições para que as nossas embaixadas no exterior tivessem
um papel importantíssimo em promover a imagem do nosso país e mostrar
que criamos condições para o investimento muito sério. Mas, não é só mostrar as nossas eventuais potencialidades internas. É preciso mostrar as vantagens que um investimento na Guiné-Bissau poderia ter em termos do acesso aos mercados dos países da CEDEAO, etc, etc. Esse é um trabalho que é urgente fazer.
11-Conosaba: José Eduardo dos Santos foi eleito primeiro presidente do Fórum dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, cuja cimeira constitutiva decorreu em Luanda. Tem algum comentário a fazer?
JS: Sim, com certeza. Devo saudar a retoma do Fórum dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, que marcou de facto também o regresso da Guiné-Bissau aos grandes fóruns internacionais. Depois da independência formal das antigas colónias portuguesas de África, esses países já se reuniam para concertarem posições, na mesma linha da Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas (CONCP), que foi um organismo constituído em 1961,
ainda no quadro das lutas de libertação nacional, com o objetivo de
coordenar as suas atividades político-revolucionárias contra o
colonialismo português. Bom, é escusado dizer que devido a problemas
internos que alguns desses países enfrentaram, durante muito tempo, na
era pós-colonial, os encontros e as reuniões acabaram suspensos e só
agora retomados. Uma das principais razões, a meu ver, para a retoma das
reuniões dos PALOP, doravante FORPALOP, tem a ver com a
situação presente desses países que estão a tentar a todo o custo o
take-off e encontrar novas fórmulas de articulação das suas políticas,
numa altura em que todos pertencem a múltiplas organizações regionais e
internacionais. Acho que isso é saudável para esses países e vai
certamente trazer uma nova dinâmica não só no quadro das relações
multilaterais e bilaterais, mas também a nível da CPLP. A dinamização dos PALOP pode vir a provocar, inclusivamente, uma grande reestruturação da CPLP ou
de conduzi-lo ao um novo patamar. Os países agrupados no FORPALOP vão
ganhar mais força a nível das organizações regionais e internacionais e
no quadro da CPLP. Prevejo uma grande mudança a esse
nível caso venham a optar pela concertação das suas posições a nível
internacional e até a outros níveis: parcerias económicas e
empresariais, etc, etc. Vamos esperar para ver, mas estou convencido de
que o FORPALOP vai querer ocupar o lugar de importante ator na cena
internacional. É agora um novo desafio que se coloca à própriaCPLP, onde
certamente os países africanos reagrupados no Fórum vão certamente
funcionar como um forte grupo de pressão. Tudo vai depender das
vantagens políticas (e outras) que esses países quiserem subtrair desse
Fórum.
Fim
Feito por: Pate Cabral Djob
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