Até quando caminhamos sobre a tortuosidade do chão
Que oculta as pegadas das nossas esperanças
E avilta o orgulho da Nação?
Até quando navegamos sobre as ondas de águas turvas
No temporal de incertezas que acalenta os sonhos
E dilacera
ideais erigidos no desígnio
da mente?
Minha gente, minha mente demente:
Até quando coabitamos com resquícios do ódio
Invejas e desejos de vingança no pódio?
Até quando?
Terra de gente humilde, com lindas histórias
Terra de bandeira desfraldada e grandes vitórias
Até quando seremos a causa dos nossos infortúnios,
Respiramos a impura atmosfera de expectativa
Pela paz,
estabilidade e por uma Guiné
positiva.
Poema de: Vasco de Barros.
Pintura de: Sidney Cerqueira.
