sexta-feira, 21 de agosto de 2015

RECORDAR É VIVER... VAMOS A ISSO E TIREMOS AS DEVIDAS ILAÇÕES

CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DA HISTORIA RECENTE DA GUINÉ-BISSAU

Período antes do século XV – O território que é hoje a Guiné-Bissau torna-se num reino dentro do império de Mali, conhecido como Gabu.

 1446-47 – Chegada dos primeiros Portugueses a Guiné posteriormente sob domínio colonial passa a ser administrada como parte das ilhas de Cabo Verde.

 1879 – A Guiné-Bissau passa a ter uma administração colonial autónoma. O controlo efectivo do interior do território estava a ser lento e violento e só foi efectivo a partir dos anos 1920.

 1951 – Guiné-Bissau foi declarada província Ultramarina de Portugal.

 1956 – Amílcar Cabral e alguns patriotas guineenses e cabo verdianos criam o Partido Africano para Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e ele é o seu primeiro Secretário Geral.

 1959 – Revindicação para um melhor salário, por parte de marinheiros no cais de Pindjiquiti, tem como resultado um massacre que se saldou em 50 mortos e centenas de feridos. A partir dessa altura, O PAIGC sob a liderança de Amílcar Cabral muda de estratégia de luta que, passou pela mobilização das massas no campo para uma luta armada que se antevia inevitável.

 1963 – O PAIGC inicia a luta armada de libertação nacional.

 1973 – Amílcar Cabral é assassinado a 20 de Janeiro e, em 24 de Setembro, o PAIGC proclama unilateralmente o Estado da Guiné-Bissau. Luís Cabral é eleito o primeiro Presidente do País.

 1974 – Portugal reconhece de facto e de jure o Estado da Guiné-Bissau e retira-se do território.

 1975/79 – Fuzilamento em massa de ex-Comandos africanos, tropa regular, membros da Acção Nacional Popular em clara violação do acordo de Argel. Fuzilamento de muitos elementos da população com ligações ao Partido FLING.

 1980 – Golpe de Estado liderado por João Bernardo Vieira (NINO) na altura Comissário Principal (Primeiro Ministro). O projecto de Unidade da Guiné e Cabo Verde deixa de existir.

 1983 – Início de contactos entre autoridades da Guiné-Bissau e o Fundo Monetário Internacional (FMI) com vista ao estabelecimento de um programa de estabilização económica e financeira.

 1985 – O Vice-presidente do Conselho da Revolução, Procurador-Geral da República, e vários Oficiais Superiores das Forças Armadas foram detidos por alegada tentativa de golpe de estado. Posteriormente seis (6) deles, incluindo o Vice-presidente foram fuzilados no que veio a ser conhecido por “caso 17 de Outubro”.

 1986 – Início da política de liberalização económica.

 1990/1991 – Período de transição para o sistema multipartidário. A Assembleia Nacional Popular aprova a lei dos Partidos políticos e retira ao PAIGC o estatuto da única força política dirigente da sociedade.

 1993 – Assembleia Nacional Popular aprova alteração da Constituição da República, perfilando como um estado de direito democrático.

 1994 – Primeiras eleições legislativas e presidenciais multipartidárias. João Bernardo Vieira (NINO) é eleito Presidente da República e o PAIGC ganha as legislativas com uma maioria absoluta.

 1997 – A Guiné-Bissau passa a fazer parte dos estados membros da União Económica Monetária Oeste Africana (UEMOA). Adopta o Franco CFA como moeda nacional.

 1998 – Guerra civil que opôs o Governo eleito democraticamente e uma auto-intitulada “Junta Militar”. Como sempre, as rivalidades e guerras pelo controle do poder no seio do PAIGC estiveram na origem do conflito que, durou 11 meses e foi extremamente violenta e destrutiva. Houve muitas perdas de vidas humanas e materiais e o País que tinha conseguido consideráveis ganhos a nível económico e financeiro voltou praticamente a estaca zero.

 1999 – Termina a Guerra civil o Presidente João Bernardo Vieira (NINO) renúncia ao cargo, parte para exilo e Malam Bacai Sanha, que era Presidente da Assembleia Nacional Popular, assume as funções de Presidente da República Interinamente.

 2000 – Kumba Iala é eleito Presidente da República. O Partido da Renovação Social (PRS) ganha as eleições legislativas com uma maioria relativa, o segundo partido mais votado foi a Resistência da Guiné-Bissau (RGB) e o PAIGC ficou em terceiro lugar. O PRS indicou Caetano Intchama para o cargo de Primeiro-ministro e formou-se um Governo de coligação PRS/RGB.

 2000 - Em Novembro, O General Ansumane Mane Chefe da Junta Militar morre em circunstâncias duvidosas. Só muito mais tarde veio a saber-se que foi detido e executado por elementos da Junta Militar, isso depois de ter publicamente despromovido altos oficiais das Forças Armadas inclusive o CEMGFA e o Vice-CEMGFA e de os ter colocado sob residências vigiadas, poucos dias depois de terem sido promovidos pelo Presidente da República Kumba Iala.

 2001 – Em Janeiro a Resistência da Guiné-Bissau (RGB) deixa a coligação PRS/RGB. O Primeiro-ministro Caetano Intchama é exonerado em Março. Faustino Imbali é nomeado Primeiro-ministro e é exonerado em Dezembro, substituído por Alamara Intchia Nhasse que esteve no cargo até Novembro de 2002.

 2001 - Em Maio, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial suspendem a sua ajuda as autoridades da Guiné-Bissau devido ao desaparecimento sem justificação dos fundos de apoio ao desenvolvimento.

 2002 – Em Novembro, o Presidente Kumba Iala dissolve o Parlamento, marca novas eleições legislativas e cria um Governo de iniciativa presidencial chefiada pelo Mário Pires como Primeiro-ministro.

 2003 – 14 de Setembro, golpe de Estado. O presidente Kumba Iala é derrubado.

 2003 – 28 de Setembro, uma carta de transição politica é assinada e aprovada por todos os partidos políticos, representados num “Conselho Nacional de Transição”. Henrique Pereira Rosa é nomeado Presidente de Transição. Artur Sanha é nomeado Primeiro-ministro para chefiar o Governo de Transição.

 2004 – Em Março, PAIGC ganha eleições legislativas com uma maioria relativa. Carlos Gomes Júnior Presidente do Partido é nomeado Primeiro-ministro.

 2004 – Em Outubro, O General Verissimo Correia Seabra CEMGFA é assassinado, alegadamente por elementos das Forças Armadas que serviram no UNMIL sob o pretexto de não lhes ser pago o dinheiro dessa missão. O General Tagme Na Wai é nomeado Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).

 2005 – Em Abril, o ex-Presidente da República João Bernardo Vieira (NINO) regressa a Guiné-Bissau após seis (6) anos de exilo.

 2005 – Em Maio, o ex-presidente Kumba Iala reclama o cargo de Presidente da República, argumentando que não terminou o seu mandato a esse cargo e, por algum tempo ocupou o edifício da Presidência.

 2005 – Em Julho, João Bernardo Vieira (NINO) ganha eleições Presidenciais, como candidato independente, numa segunda volta disputada com o candidato do PAIGC Malam Bacai Sanha.

 2005 – Outubro, O Presidente da República Nino Vieira derruba o Governo de PAIGC chefiado por Carlos Gomes Júnior e, nomeia Aristides Gomes como Primeiro-ministro de um novo Governo, apoiado pelo fórum constituído de sensibilidades de vários partidos que o apoiaram nas eleições.

 2006 – Outubro, a Guiné-Bissau faz um apelo de ajuda internacional no sentido de obter apoios no combate ao crescente uso da sua costa e ilhas no tráfico de pessoas incluindo asiáticos para Europa.

 2007- É assassinado o Comodoro Mamadu Lamine Sanha ex-Chefe do Estado-maior da Armada. As pessoas que testemunharam o facto recusaram-se a ir depor na polícia posteriormente.

 2007 – Março -Abril, O Primeiro-ministro Aristides Gomes demite-se após uma moção de censura no Parlamento. O PAIGC assina um pacto político com outros partidos políticos e indica Martinho N’Dafa Cabi para o cargo de Primeiro-ministro.

 2007 – Dezembro, o Parlamento aprova uma lei de amnistia para todos os atentados contra o Estado cometidos entre 1980 a 2004.

 2008 – Em Julho o Partido da Renovação Social (PRS) abandona o Pacto Nacional, facto que da origem a uma nova crise politica.

 2008 – Julho -Agosto, O Ministro da Justiça e o Procurador-Geral da República afirmam terem recebido ameaças de morte devido a detenção de três (3) Venezuelanos suspeitos de estarem envolvidos no tráfico de drogas. Estão também sob a suspeita de tráfico de drogas, o chefe do controle do tráfico aéreo e o seu adjunto.

 2008 – Em Agosto, o Presidente da República Nino Vieira dissolve o Parlamento e nomeia Carlos Correia para o cargo de Primeiro-ministro de um Governo de gestão até as eleições em Novembro. É anunciada uma alegada tentativa de Golpe de Estado liderado por Contra-Almirante Bubo Na Tchuto CEMA que, é colocado em residência vigiada mas consegue fugir e refugiar-se na Gambia.

 2008 – Em Novembro, o PAIGC vence as eleições legislativas com uma maioria absoluta no Parlamento e Carlos Gomes Júnior é nomeado Primeiro-ministro.

 2008 – Em Novembro, a casa do Presidente da República foi atacada a tiro e ele escapa ileso.

 2009 – 1 de Março, General Tagme Na Wae é morto a bomba nas instalações do EMGFA. No dia seguinte, 2 de Março o Presidente da República Nino Vieira é assassinado. Dois assassinatos em circunstâncias por se esclarecer. Raimundo Pereira, Presidente da ANP assume as funções de Presidente Interinamente.

 2009 – Em Junho, assassinatos de Helder Proença deputado do PAIGC e ex-Ministro da Defesa Nacional e Baciro Dabo candidato as eleições Presidenciais, deputado do PAIGC e ex-ministro do Interior.

 2009 – Em Julho, Malam Bacai Sanha ganha eleições Presidenciais, numa segunda volta disputada com o Kumba Iala.

 2009 – Em Dezembro, Contra Almirante Bubo Na Tchuto que, até aí se encontrava em Gambia , regressa ao País e refugia-se nas instalações das Nações Unidas.

 2010 – 1 de Abril, um motim militar dirigido por General António N’djai, prende por algum tempo o Primeiro Ministro Carlos Gomes Júnior e afasta o Vice Almirante Zamora Induta das funções do CEMGFA. No mesmo mês os Estados Unidos qualificam dois altos oficiais das Forças Armadas, como traficantes de droga e congelam seus bens.

 2010 – Em Junho, o General António N’djai líder do motim de 1 de Abril é nomeado Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).

 2010 – Em Agosto, a União Europeia anuncia a suspensão dos trabalhos da missão de apoio da reforma do sector da defesa e segurança.

 2010 – Em Outubro, os Estados Unidos de América expressam a sua reserva em relação a nomeação de José Américo Bubo Na Tchuto a testa da Marinha da Guiné-Bissau, uma pessoa que eles consideram estar envolvido no tráfico de droga.

 2010 – Em Dezembro, o ex-Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas José Zamora Induta que tinha sido detido durante o motim militar de Abril foi liberto e, poucos dias depois colocado sob residência vigiada.

 2010 – Em Dezembro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) declara que a Guiné-Bissau atingiu o ponto HIPC, facto que deu origem a que o País fosse perdoado uma grande parte da dívida externa.

 2011 – Em Fevereiro, a União Europeia suspende a sua ajuda a Guiné-Bissau devido a contínua violação do acordo de Cotonou.

 2011 – Em Março, no quadro da cooperação bilateral entre a Guiné-Bissau e Angola e após a assinatura do respectivo acordo e de um protocolo específico para o efeito, é instalada em Bissau a MISSANG, que é uma missão técnica de apoio as Forças Armadas da Guiné-Bissau.

 2011 – 3 de Julho, uma carta aberta da oposição ao Procurador Geral a República exigindo justiça para casos de assassinatos de 2009.

 2011 – 14, 19 de Julho, marchas da “oposição democrática’ exigindo o afastamento do Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

 2011 – 26 de Julho, reunião entre o Presidente da República e a “oposição democrática”, estes últimos a exigirem a demissão do Primeiro Ministro Carlos Gomes Júnior.

 2011 – 25 de Agosto, advogados dos familiares de Helder Proença e Baciro Dabo entram com uma queixa crime contra o Primeiro Ministro Carlos Gomes Júnior.

 2011 – Em Outubro, o Departamento de Tesouro Norte Americano classifica José Americo Bubo Na Tchuto CEMA como traficante de droga.

 2011 – Em Dezembro, o Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e General António N’djai denunciam uma tentativa de golpe de Estado que teria lugar a 26 de Dezembro, numa altura em que o Presidente da República estava em tratamento em França. O Contra Almirante Bubo Na Tchuto e alguns oficiais generais e superiores foram detidos na sequência desse acontecimento por suspeitas de envolvimento.

 2012 – Em 9 de Janeiro, faleceu o Presidente da República Malam Bacai Sanha. O Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Raimundo Pereira assume as funções de Presidente interinamente.

 A 18 de Marco realiza-se a primeira volta de eleições presidenciais antecipadas cujos resultados davam cerca de 49% a Carlos Gomes Júnior e 23% a Kumba Iala. A segunda volta foi marcada para o dia 29 de Abril.

 2012 – Nos meses de Abril e Maio, Golpe de Estado (12 de Abril), os militares tomam o poder, prendem o Presidente Interino Raimundo Pereira e o Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior. A CEDEAO intervém, negoceia e estabelece-se um período de transição de um ano. O Presidente de Assembleia em substituição Manuel Serifo Nhamadjo assume as funções de Presidente da República de Transição, o Rui Duarte de Barros ex. Comissario da UEMOA é nomeado Primeiro-ministro para chefiar o governo de transição. O Conselho da Segurança das Nações Unidas impôs embargo de viagem aos golpistas e seus apoiantes (Resolução Conselho de Segurança 2048 de 17 de Maio .


 2012 – Em Julho, o conselho de Segurança das Nações Unidas expressa preocupação em relação ao aumento de trafico de droga no País depois do golpe e exige o retorno a ordem constitucional. 

2012 – Em Agosto, apesar do período de transição estar limitado a um ano que deve terminar com eleições de Presidenciais e Legislativas, pouco ou quase nada está a ser feito para a sua preparação.

E agora o Psicopata Político de JOMAV nos volta a  colocar em mais uma crise que só ele, seus irãns e "DEUS" sabem como e quando vai acabar...

Que "DEUS"proteja os justos e os humilhados e castigue os demónios e os que estão ao serviço de SATANÁS....