terça-feira, 3 de março de 2015

COMUNICADO DE IMPRENSA: ANZISHA PRIZE



Os empreendedores mais jovens de África podem ganhar 75 000 $ ao candidatarem-se ao Prémio Anzisha de 2015

Após o sucesso inicial, o Prémio Anzisha está em expansão para dar mais apoio a jovens empreendedores e organizações associadas de modo a impulsionar o crescimento económico pan-africano até 2020

JOHANNESBURG, South-Africa, March 3, 2015/ -- Iniciou-se a fase de candidaturas ao 5.o Prémio Anzisha (http://www.anzishaprize.org) que dá início à procura dos empreendedores sociais e empresariais mais jovens e admiráveis de África, com menos de 22 anos. África é o continente mais jovem do mundo, com mais de 600 milhões de pessoas com menos de 25 anos. O Prémio Anzisha é um programa com crescente impacto social que se concentra exclusivamente em promover o acesso de milhões de jovens africanos a oportunidades de empreendedorismo viáveis e estimulantes em sectores económicos de elevado crescimento.

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Photos: http://www.photos.apo-opa.com/index.php?searchterms=AnzishaPrize2014&level=search

O impacto e o sucesso do programa até à data incentivou os seus coorganizadores, a African Leadership Academy e a Fundação MasterCard, a prolongar a sua colaboração por mais 5 anos. O Prémio Anzisha vai fazer parte do panorama do empreendedorismo em África até 2020 e as suas atividades vão ser desenvolvidas com a máxima dedicação de modo, não só a incentivar os jovens empreendedores, mas também a reforçar e celebrar o ecossistema de organizações que desenvolvem o talento empreendedor dos jovens africanos nesta faixa etária.

É conhecido como #AnzishaEffect (o efeito Anzisha) e refere-se precisamente ao poder das histórias dos empreendedores mais jovens entre nós, que incentivam outros a seguir as suas pisadas. África precisa de jovens líderes empreendedores que sejam fortes e inovadores para criar postos de trabalho, resolver problemas e fomentar a economia. O futuro do continente africano será decidido por líderes empreendedores em todos os sectores.

“Já vimos o #AnzishaEffect em ação nas histórias inspiradoras e na liderança dos Anzisha Fellows (membros da Anzisha), como por exemplo, Laetitia Mukungu, Andrew Mupuya e Thato Kgatlhanye. Atualmente, são reconhecidos em todo o mundo e celebrados como exemplos a seguir”, afirma Reeta Roy, Presidente e CEO da Fundação MasterCard. “Estamos entusiasmados com a expansão do nosso apoio através do Prémio Anzisha de modo a permitir que muitos mais jovens empreendedores em África possam ter um impacto duradouro nas respetivas comunidades e países.”

Todos os anos, os 12 finalistas ganham uma viagem de duas semanas à África do Sul para a experiência de aprendizagem de uma vida na African Leadership Academy e dividem entre si mais de 75 000 dólares americanos de financiamento monetário. No jantar de gala é anunciado o grande vencedor do prémio, o qual recebe 25 000 $ para desenvolver o seu negócio. A partir de 2015, os Anzisha Fellows passam a ser apoiados ativamente através da recentemente instituída Youth Entrepreneur Support Unit (YES-U [Unidade de Apoio ao Jovem Empreendedor]), sediada na African Leadership Academy, uma colaboração com as principais incubadoras de empresas no continente. A experiência dos membros é estruturada em torno de orientação, serviços de consultadoria, reuniões de comunidades e oportunidades de viagem, enquanto desenvolvem os seus empreendimentos empresariais. Novos programas serão anunciados brevemente, os quais se concentram e investem noutras áreas da cadeia de valores dos jovens empreendedores.

As candidaturas encerram a 15 de abril de 2015 e todas as nomeações são muito bem-vindas. O Prémio Anzisha é uma das oportunidades pan-africanas mais acessíveis e abrangentes para todos os jovens, independentemente das suas origens. Os formulários de candidatura e as informações estão disponíveis em inglês, francês, português e árabe e a equipa da digressão do Prémio Anzisha vai visitar as principais localidades e envolver os meios de comunicação locais em todas as regiões. Além disso, mais de 25 organizações associadas de vários países estão disponíveis para ajudar os candidatos em países pelos quais a digressão não vai passar. Aceitamos candidaturas em papel e em suporte digital.

“Há poucos programas com o alcance e o potencial do Prémio Anzisha que se concentrem nesta faixa etária,” comenta Josh Adler, Diretor do Centre for Entrepreneurial Leadership (Centro de Liderança Empreendedora) na African Leadership Academy e Diretor do programa Anzisha, “Este ano, vamos ver as diversas partes do ecossistema em que temos investido desde 2010 a começarem realmente a trabalhar em conjunto para benefício dos mais jovens empreendedores de África, independentemente do local em que se encontrem!”

Acompanhe a história do Prémio Anzisha deste ano online (anzishaprize.org), no Facebook (fb.com/anzishaprize), no Twitter (twitter.com/anzishaprize) e no YouTube (www.youtube.com/user/anzishaprize)

Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da Anzisha Prize.


Contacto para a imprensa:
Melissa Mbazo – responsável pela ligação com os meios de comunicação social do Prémio Anzisha
E-mail: prize@anzishaprize.org/+27 11 699 3000

NOTAS PARA OS EDITORES 

Sobre o Prémio Anzisha
O Prémio Anzisha (http://www.anzishaprize.org) é gerido pelo Centre for Entrepreneurial Leadership da African Leadership Academy, que foi criado através de uma parceria de vários anos com a Fundação MasterCard. Com o Prémio Anzisha, os organizadores pretendem catalisar a inovação e o empreendedorismo entre os jovens de todo o continente.

Sobre a African Leadership Academy
A African Leadership Academy (ALA) procura transformar África através do desenvolvimento de uma forte rede de líderes empreendedores que irão trabalhar em conjunto para conquistar um extraordinário impacto social. Anualmente, a ALA reúne os mais promissores jovens líderes de todas as 54 nações africanas para um programa pré-universitário na África do Sul, centrado em liderança, empreendedorismo e estudos africanos. A ALA continua a cultivar estes líderes durante a sua vida ao fornecer formação contínua e contactos a redes de pessoas e capital, que podem dar origem a uma mudança em grande escala. Para obter mais informações, visite www.africanleadershipacademy.org

Sobre a Fundação MasterCard
A Fundação MasterCard é uma organização global independente sediada em Toronto, Canadá, com mais de 9 mil milhões de dólares em ativos.  Através de uma colaboração com organizações associadas em 57 países, esta fundação está a criar oportunidades para que todas as pessoas possam aprender e prosperar. Os programas da Fundação promovem a inclusão financeira e a aprendizagem avançada junto dos jovens, principalmente em África. Criada em 2006 através da generosidade da MasterCard Worldwide quando esta se tornou numa empresa pública, a Fundação é uma entidade distinta e independente. As políticas, operações e decisões de financiamento da Fundação são determinadas pelo seu próprio Conselho de Administração, Presidente e CEO.  Para obter mais informações sobre a Fundação, visite www.mastercardfdn.org.

Imagens e outros conteúdos
Um centro de multimédia completo com logótipos, fotografias e entrevistas está disponível em www.anzishaprize.org/media-centre.

Entrevistas exclusivas com candidatos locais promissores
Durante a fase de receção das candidaturas, a equipa do Prémio Anzisha gostaria entrasse em contacto e realizasse entrevistas com os candidatos mais promissores da sua região.  Se isto for do interesse da sua publicação, entre em contacto com a equipa do Prémio Anzisha.

Para obter mais informações e atualizações regulares, visite:
http://www.anzishaprize.org

SOURCE 
Anzisha Prize


ANULAR A SUBSCRIÇÃO

ELETRICIDADE EM BAMBADINCA




A 4 de Março de 2015, pelas 09h00, em Bambadinca, a Delegação da União Europeia junto da República da Guiné-Bissau e a ONG TESE Sem Fronteiras, irão inaugurar o Serviço Comunitário de Energia de Bambadinca (SCEB), com a prevista participaçãode S.E. o Primeiro-Ministro e de outros membros do Governo da Guiné-Bissau, bem como do Embaixador da União Europeia em Bissau e do Comissário da CEDEAO para Energia e Minas. 

A entrada em serviço do SCEB permitirá aos 8 mil habitantes de Bambadincaultrapassar os constrangimentos no acesso à electricidade, beneficiando de um abastecimento permanente de energia renovável, garantido por uma inovadora central fotovoltaica híbrida de 312 kW de potência.

Este é o resultado do programa "Bambadinca Sta Claro", financiado pela União Europeia,pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e pela Agência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, com o apoio da Direcção-Geral de Energia.

O projecto foi desenvolvido e executado pela TESE Sem Fronteiras e pelos seus parceiros, a Associação Comunitária de Desenvolvimento de Bambadinca (ACDB), a ONG guineense DIVUTEC e Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O SCEB será gerido pela ACDB, que garantirá o fornecimento de electricidade a um preço acessível, assim como um modelo de gestão sustentável, com vista à sua replicação futura noutras localidades da Guiné-Bissau e da sub-região. 

Este projecto é co-financiado pela União EuropeiaDelegação da União Europeia junto da República da Guiné-Bissau

Bairro da Penha, Bissau

 Inauguração do Serviço Comunitário de Energia de Bambadinca financiado pela União Europeia 

A Delegação da União Europeia junto da República da Guiné-Bissau e a TESE Sem Fronteiras inauguram amanhã o Serviço Comunitário de Energia de Bambadinca (SCEB), que permitirá aos 8 mil habitantes de Bambadinca beneficiar de um abastecimento permanente de energia renovável.
 A 4 de Março de 2015, pelas 09h00, em Bambadinca, a Delegação da União Europeia

SPORTING DE BAFATA GOLEIA (8-0) BOLAMA E SOBE PARA O SEGUNDO LUGAR

Oito bolas sem resposta foi o resultado com que o Sporting de Bafatá, a segunda cidade da Guiné-Bissau, cilindrou o Estrela Negra de Bolama, em encontro da quinta jornada do campeonato de futebol da 1.ª Divisão.

Com este resultado o Sporting de Bafatá ascendeu ao segundo posto na tabela classificativa, atrás do homónimo da capital guineense, que não foi além de um empate, a zero, diante do seu eterno rival, o Benfica de Bissau.

Após cinco jornadas, o Sporting de Bissau soma 13 pontos, o Bafatá 12, seguidos de Benfica, União Desportiva de Bissau (UDIB) e Lagartos de Bambadinca, todos com 10 pontos cada.

O campeão em título, Bula Futebol Clube, parece não acertar o passo no presente campeonato, ao ser derrotado mais uma vez e, desta feita, pelo vizinho FC Canchungo, por 2-0.

O Clube Futebol “Os Balantas” de Mansoa, um dos potenciais candidatos ao título, também vai de mal a pior.

Depois de perder diante do Sporting de Bafatá (0-1), na segunda jornada, e de empatar com o Bolama (1-1) na quarta ronda, agora foi novamente vergado, desta feita pelo FC Cuntum, por 1-0, caindo para a oitava posição, com apenas cinco pontos.

Resultados da quinta-jornada:

Bafatá 8-0 Bolama

UDIB 1-0 Portos de Bissau

Benfica 0-0 Sporting

Cuntum 1-0 Mansoa

Bambadinca 3-0 Estrela Negra de Bissau

São Domingos 2-1 Bubaque

Fonte: A Bola

ONU PEDE A PAÍSES QUE "OLHEM PARA SI" SOBRE VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos criticou esta segunda-feira (2) todos os países por apontar a outros e não a si mesmos sobre acções de desrespeito aos direitos fundamentais das pessoas que vivem em seus territórios.

Em discurso na 28ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que começou nesta segunda-feira, Zeid Ra'ad Al Hussein dirigiu-se aos 192 países que formam a organização e a outros, pedindo-lhes que se olhem no espelho, que façam um exercício de introspecção crítica, que se analisem e cumpram o que assinaram e ratificaram.

“Se tiverem assinado a Carta das Nações Unidas, se tiverem assinado e ratificado tratados, devem cumpri-los e implementá-los”, disse. “Não há desculpas. Os Estados alegam situações excepcionais. Escolhem os direitos. E, sob essas circunstâncias, justificam as prisões arbitrárias e de tortura, ao espionar os seus cidadãos em nome do contra terrorismo, discriminam as minorias porque não querem mais imigrantes”, acrescentou o alto comissário.

“Tenho de recordá-los da universalidade dos tratados. A Lei Internacional dos Direitos Humanos não pode ser minimizada ou ignorada, deve ser cumprida totalmente”.
Al Husseiun mostrou-se “muito incomodado” pelo pouco respeito quando recebem os relatórios especiais e os especialistas independentes eleitos pelo próprio Conselho, muitos dos quais têm recebido insultos e ameaças nos últimos meses”. “Dirijo-me a todos e digo-vos que se concentrem no conteúdo e não nas pessoas.”

O alto-comissário destacou que os países devem aceitar e aplicar as recomendações da Revisão Periódica Universal, que é a avaliação feita pela Comissão de Direitos Humanos da ONU a todos no que se refere aos direitos humanos.

Ele observou que todas as vítimas de abusos contra os direitos humanos têm características em comum: privação e discriminação, seja baseada na etnia, no género, na religião, orientação sexual, classe ou na casta.

“Essa discriminação não é gerada espontaneamente. A maioria das violações dos direitos humanos é resultado de uma escolha política, que limita a liberdade e a participação e cria obstáculos para a partilha de forma justa dos recursos e das oportunidades”, explicou o alto-comissário.


“Penso que o trabalho que fazemos no Conselho de Direitos Humanos é vital. Apelo a todos que implementem as recomendações do conselho e dos seus mecanismos e que o trabalho que fazemos aqui saia desta sala e chegue às ruas e às casas”, afirmou Al Hussein.

BRUXELAS ACOLHE CIMEIRA INTERNACIONAL SOBRE EPIDEMIA DE ÉBOLA

Uma conferência internacional de alto nível sobre a epidemia de Ébola tem lugar esta terça-feira em Bruxelas, sob a égide da Comissão Europeia, soube-se segunda-feira na mesma metrópole de fontes oficiais.

Entre outras personalidades, são esperados neste encontro os Presidentes da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, da Guiné Conakry, Alpha Condé, da Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, do Togo, Faure Gnassingbe Eyadema, bem como a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Três países oeste africanos foram seriamente afectados por este vírus, designadamente a Libéria, a Serra Leoa e a Guiné Conakry, com um total de cerca de dez mil mortos.


Segundo um comunicado da Comissão Europeia transmitido à imprensa, a reunião deve balancear a epidemia de Ébola que sofreu uma forte baixa nos últimos meses, graças nomeadamente aos esforços da comunidade internacional.

SALÁRIOS DA FUNÇÃO PUBLICA ALVO DE REAJUSTES ESTE ANO

Para este ano o governo guineense pretendia proceder ao aumento dos salários dos funcionários públicos, mas, porque tal não será possível, “os trabalhadores terão de se contentar com alguns ajustes”, anunciou Geraldo Martins, ministro das Finanças.

Alguns funcionários públicos terão os salários e outras compensações reduzidas, para que outros, “os que auferem menos, possam ter aumentos ainda que em pequena escala”, referiu o ministro, que também coordena a pasta da Economia.

Geraldo Martins diz que tudo isto é reflexo do “bom desempenho” das novas autoridades no que toca ao saneamento da situação financeira do país.

Na semana passada, o executivo guineense recebeu nota positiva do Fundo Monetário Internacional (FMI), que concluiu uma avaliação ao desempenho macroeconómico do país, tendo destacado, por exemplo, que Bissau superou as expectativas em termos de arrecadação de receitas.
Ou seja, nas contas do FMI, a arrecadação de receitas, sobretudo, as fiscais, subiu na ordem dos 60%, o que, para a organização financeira “é muito encorajador”.

“Depois de termos liquidado todas as dívidas às organizações credoras da Guiné-Bissau, agora é tempo de olhar para dentro e avançar para a justiça social, começando pelos ajustes nos salários”, defendeu o ministro da Economia e das Finanças.


Em 2016, Geraldo Martins acredita já estarem reunidas as condições para aumentar os salários dos funcionários públicos, “desde que as reformas económicas sejam consolidadas e os guineenses paguem mais impostos”.

Abola/Mussa Baldé

BOA GOVERNAÇÃO AFRICANA 2014/ÍNDICE MO IBRAHIM: CABO VERDE SOBE E RESTANTES PAÍSES LUSÓFONOS CAEM

Cabo Verde é o país de língua portuguesa melhor classificado no Índice Ibrahim de Boa Governação Africana 2014. São Tomé e Príncipe, Moçambique, Angola e Guiné-Bissau desceram no índice que analisa a governação em 52 países africanos.

Segundo os dados divulgados esta segunda-feira, o arquipélago, único dos cinco países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) que subiu na classificação, recuperou o segundo lugar perdido no ano passado para o Botswana.

Cabo Verde teve uma óptima avaliação em termos de segurança e funcionamento da lei e justiça, bem como na área da participação cívica e direitos humanos e no bem-estar, nomeadamente no acesso à segurança social. Entretanto, recebeu notas menos boas na avaliação às infraestruturas, administração pública, segurança pessoal e condições oferecidas às empresas privadas.

São Tomé e Príncipe, que agora ocupa o 12º lugar, desceu uma posição, apesar de ter subido alguns pontos graças às boas notas em termos de segurança nacional e pessoal, participação cívica, igualdade entre sexos, acesso à saúde, educação e segurança social.
Moçambique perdeu dois lugares no Índice Mo Ibrahim de Boa Governação em África 2014, ocupando agora a 22ª. 

O relatório indica, no entanto, que o país registou avanços no acesso à saúde e igualdade entre sexos, embora tenha piorado no desenvolvimento da economia e de infraestruturas, funcionamento da lei e acesso à educação.

Apesar dos sucessivos avanços registados nos relatórios, Angola perdeu cinco pontos, o que provocou uma queda de cinco posições, ocupando agora o 44º lugar. 

O relatório da Fundação Mo Ibrahim indica que recuos nas áreas da igualdade entre sexos, participação cívica e direitos humanos e ambiente económico estão na origem desta descida. O relatório cita, no entanto, melhorias em termos de segurança nacional, acesso à educação e saúde e funcionamento administração pública.

Guiné-Bissau é país lusófono pior colocado devido, principalmente, ao facto da instabilidade político-militar e o recente período de transição. Bissau perdeu 6,8 pontos e desceu cinco posições na tabela, ocupando o 48º lugar.

A Costa do Marfim foi o país que mais pontos ganhou este ano. No topo mantêm-se as Ilhas Maurícias, seguidas por Cabo Verde, Botsuana, África do Sul e Seicheles.
No fundo da classificação estão Chade, Eritreia, República Centro Africana e a Somália.


De acordo com o relatório apresentado esta segunda-feira, em Londres, África registou melhorias importantes. Entretanto, a nota média ainda está bem abaixo do que desejado. De zero a 100, o continente manteve-se em 51,5.

JOVENS DAS BANCADAS DE BISSAU VÃO RECEBER FORMAÇÃO NO ÂMBITO DA CALÇADA DE RUA

Cabo Verde vai formar jovens guineenses no âmbito da calçada quem o disse foi o
Presidente da Camâra Municipal de Bissau, Adriano Ferreira. Estes jovens precisam
mesmo de formação em vez de estarem sempre a falar de futebol.

SPORTING LIDERA O CAMPEONATO. SÃO DOMINGOS BATE BUBAQUE NO FECHO DA JORNADA

O São Domingos recebeu e venceu esta segunda-feira o Bubaque, por 2-1, no jogo que fechou a quinta jornada da Primeira Divisão da Guiné-Bissau.

As duas equipas estavam separadas por apenas um ponto nos últimos lugares da classificação, mas a formação anfitriã, do Norte do país, levou a melhor sobre a equipa das ilhas Bijagós.

O São Domingos ascende à sexta posição com sete pontos, os mesmos dos Lagartos de Bambadinca, enquanto o Bubaque se mantém na penúltima posição com três pontos.

Resultados:

Sporting de Bafatá-Bolama, 8-0.
Canchungo-Bula, 2-0.
Cavalos Brancos de Cuntum-Balantas de Mansoa, 1-0.
UDIB-Portos de Bissau, 1-0.
Lagartos de Bambadinca-Estrela Negra de Bissau, 3-0.
Benfica de Bissau-Sporting da Bissau, 0-0.
São Domingos-Bubaque, 2-1.

Classificação

1. Sporting de Bissau, 13 pontos
2. Sporting de Bafatá, 12
3. Benfica de Bissau, 10
4. UDIB, 10
5. Lagartos de Bambadinca, 10
6. São Domingos, 7
7. Estrela Negra de Bissau, 7
8. Nuno Tristão de Bula, 6
9. Balantas de Mansoa, 5
10. Canchungo, 5
11. Portos de Bissau, 4
12. Cavalos Branco de Cuntum, 4
13. Bubaque, 3
14. Bolama, 1

segunda-feira, 2 de março de 2015

GUINÉ-BISSAU UM PAÍS EM FORTE CRESCIMENTO NÃO OBSTANTE OS ABUTRES CONTINUAREM A QUERER DESTABILIZAR COM IDEIAS LOUCAS DE QUEDA DE GOVERNO

Éss governo gora kana cai... Ninguém poderá assumir as consequências de uma eventual
queda do Governo. Aí o país vai começar outra vez tudo do zero com novas eleições para
os orgãos de soberania.

POR ISSO O PROGRESSO NACIONAL APOIA O PRESIDENTE JOMAV

POR ISSO O PROGRESSO NACIONAL APOIA O PRIMEIRO MINISTO SIMÕES

POR ISSO O PROGRESSO NACIONAL APOIA O PRESIDENTE DA ANP CIPRIANO

POR ISSO O PROGRESSO NACIONAL APOIA ESTE GRANDE POVO

FINALMENTE UMA MISSÃO CONJUNTA DA ONU, CPLP, UA, CEDEAO, UE ESTÃO NA TERRA DE CABRAL

Finalmente a comunidade internacional juntou-se para visitar a Guiné-Bissau para apoiar
o governo a encontrar as melhores soluções para o país.

SEJAM WELCOME A NOSSA QUERIDA GUINESSBURG!!!

ENERGIA ELÉTRICA EM BAMBADINCA 24/H POR DIA

A ONG Tese e a Associação Comunitária de Desenvolvimento de Bambadinca vão
em parceria com as autoridades locais fornecer lus por 24h por dia. Este ano este
país tem tido apenas surpresas agradavéis.

EVASÃO FISCAL: PROBLEMA DE VULTO NA GUINÉ-BISSAU

Lassana Casamá
A Guiné-Bissau é um dos países da Comunidade dos Estados de Desenvolvimento da África Ocidental (Cedeao) com menor taxa de receita fiscal.

Enquanto o Senegal, seu vizinho, com o qual tem um fluxo comercial muito expressivo, ronda os 20 por cento, o tesouro público guineense situa a sua margem de receita proveniente do imposto fiscal em 11 por cento.

Este quadro vem de longos anos e deve-se a uma profunda corrupção que domina o aparelho administrativo estatal, sobretudo, os sectores directamente envolvidos na execução das políticas governamentais para coleta das receitas.

O Ministério das Finanças assume-se como o principal responsável pela tal execução, enquanto as suas células, nomeadamente as direções-gerais de contribuições e impostos e as alfândegas, apresentam-se como estruturas motoras para este propósito.

Só que, na verdade, com a rede de corrupção instalada, envolvendo alguns operadores económicos e os próprios agentes do Estado, estima-se que, por mês, o Governo perca cerca de 350 milhões de francos Cfa, o equivalente a 700 mil dólares americanos.

Consciente desta realidade, o actual Executivo pôs um plano em marcha, que, segundo o ministro Economia e das Finança, Geraldo Martins, consiste a combate a fuga ao fisco e os resultados já são evidentes.
Entretanto, os desafios são enormes. É que o critério da convergência adoptado ao nível da União Económica e Monetária Oeste Africana (Uemoa), define que os países membros devam atingir uma média de 17 por cento da sua receita fiscal.

Uma exigência que, para o titular da pasta das finanças, impõe a implementação de uma reforma fiscal justa, equilibrada e eficiente, sem querendo, para isso, asfixiar o sector produtivo ou os operadores económicos.
Geraldo Martins perspectiva para o presente ano um crescimento económico na ordem de 4,7 por cento, contrariamente aos anos últimos três anos.

Fonte: Voz de America

PROJETO PAN-AFRICANO CONCENTRA-SE NO POTENCIAL DO COMÉRCIO DE PEIXE COMO FORMA DE MELHORAR A NUTRIÇÃO E OS RENDIMENTOS

O continente produz 9,9 milhões de toneladas de peixe por ano, mas a sua quota no comércio global deste bem essencial é de apenas 4,9%

NAIROBI, Kenya, March 2, 2015/ -- Com vista a reforçar o enorme potencial para o aumento do comércio de peixe no continente foi criado um novo projeto pan-africano. Apesar de África beneficiar de uma grande abundância de recursos de pesca nos oceanos, rios, lagos, planícies aluviais e unidades de aquacultura, o continente representa apenas 4,9% do comércio de peixe a nível mundial. Melhorar a eficiência do comércio poderia melhorar os rendimentos e a nutrição de milhões de pessoas em África, especialmente dos 12,3 milhões de pessoas que trabalham diretamente nos setores da pesca e da aquacultura.

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O comércio é limitado pela falta de infraestruturas a nível dos mercados e do comércio e pela fraca implementação das políticas. Os elevados custos do transporte, as regras comerciais complexas e descoordenadas e a falta de informação sobre os mercados também impedem que África otimize os benefícios sociais e económicos disponíveis.

O “FishTrade for a Better Future” (Comércio de peixe por um futuro melhor) (http://www.worldfishcenter.org/content/fish-trade-better-future-program-brochure), um projeto fundado pela Comissão Europeia (http://ec.europa.eu/index_en.htm) e implementado pela WorldFish (http://www.worldfishcenter.org), pela Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (NEPAD) (http://www.nepad.org) e pelo Bureau Interafricano para Recursos Animais da União Africana (UA-BIRA) (http://www.au-ibar.org) pretende reforçar as cadeias de valor, concentrando-se na sustentabilidade, e melhorar o acesso aos mercados intrarregionais de modo a conseguir melhorar a segurança alimentar e nutricional e os rendimentos na África Subsariana.

Stephen J. Hall, Diretor-geral da WorldFish afirmou: “África tem potencial para desenvolver as suas zonas de pesca e a aquacultura de modo a poder desempenhar um papel muito mais relevante na promoção da segurança alimentar, para gerar meios de subsistência e apoiar o crescimento económico. O consumo per capita diminuiu, apesar da grande abundância de recursos aquáticos de África. O FishTrade vai criar as bases para um crescimento mais sólido, produtivo e sustentável deste excelente e abundante recurso em todo o continente.”

Hamady Diop, Gestor de Programa de Pescas e Aquacultura na NEPAD: “O crescimento da aquacultura tem acelerado nestes últimos anos. Com o FishTrade será possível aprender com os sucessos e fracassos do passado e os governos terão acesso às informações certas necessárias para criar os incentivos e as infraestruturas de que os investidores precisam para satisfazer a procura local e entrar nos mercados de exportação de valor acrescentado.”

Steve Wathome, Gestor de Programa na Delegação de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia, União Europeia, no Quénia: “A UE está confiante de que o programa dedicado ao comércio do peixe irá contribuir de forma significativa para o setor das pescas em África. O comércio foi identificado como um dos maiores obstáculos para o crescimento do setor das pescas em África, tendo como principais desafios o comércio dentro do continente africano e o acesso aos mercados globais.”

Prof. Ahmed El Sawalhy Diretor do AU-IBAR: “O comércio desempenha um papel fundamental na indústria das pescas enquanto criador de emprego, fornecedor de alimentos, gerador de rendimentos e contribuidor para o crescimento e desenvolvimento económico em vários países africanos. O comércio doméstico e intrarregional de peixe (de águas marítimas e interiores) é muito importante devido ao seu grande potencial para aumentar a integração regional e melhorar a segurança alimentar e nutricional. Contudo, muitos Estados Membros da UA ainda enfrentam vários constrangimentos no melhoramento do comércio de peixe e do setor do marketing. Este projeto vai possibilitar a coordenação de políticas a nível continental e abrir o comércio de peixe, o que acreditamos terá um enorme impacto na redução da pobreza em algumas das nossas regiões mais pobres.”

O FishTrade vai trabalhar com quatro “corredores” para gerar informações sobre a estrutura, os produtos e o valor do comércio de peixe intrarregional e o seu contributo para a segurança alimentar na África Subsariana. Serão preparadas recomendações sobre políticas, diretrizes de certificação do pescado e normas de qualidade e segurança, assim como regulamentos. A segunda fase irá focar-se em reforçar as competências comerciais das associações do setor privado, especialmente das mulheres responsáveis pela transformação e pelo comércio do peixe e de todos os aquicultores, para que aprendam a aproveitar melhor as crescentes oportunidades comerciais através de empreendimentos de pequena e média escala.

Por último, o Fish Trade for a Better Future irá apoiar a adoção e implementação de políticas adequadas, procedimentos de certificação do pescado, normas e regulamentos por parte dos principais intervenientes no comércio intrarregional.

O programa vai equipar os governos com as competências necessárias para implementar o Quadro Pan-africano de Política e Estratégia para a Reforma do Setor Africano das Pescas e da Aquacultura da União Africana. Além disso, foi concebido para apoiar o trabalho de governos com vista à implementação da Declaração de Malabo sobre a Aceleração do Crescimento e Transformação da Agricultura para a Prosperidade Comum e Melhoria dos Meios de Subsistência (http://www.au.int/en/content/malabo-26-27-june-2014-decisions-declarations-and-resolution-assembly-union-twenty-third-ord).

Factos sobre o FishTrade:
         
•         O peixe contém micronutrientes importantes e ácidos gordos ômega 3, que são especialmente importantes em África, onde uma em cada três crianças sofrem de atraso no crescimento devido à má nutrição (http://www.who.int/nutgrowthdb/publications/stunting1990_2020/en/). (Quase 40%)

•         O peixe representa um pouco mais de metade (http://pubs.worldfishcenter.org/Naga/na_2351.pdf) do consumo de proteína na África Subsariana, mas o consumo de peixe per capita estagnou e está agora a níveis que são menos de metade da média mundial (http://www.africaprogresspanel.org/wp-content/uploads/2014/05/APP_APR2014_24june.pdf). (NOTA – O texto da ligação indica que o peixe representa 22% do consumo de proteína na África Subsariana, não 50%)

•         O continente produz 9,9 milhões de toneladas de peixe por ano, mas a sua quota no comércio global deste bem essencial é de apenas 4,9% (http://www.infopesca.org/sites/default/files/complemento/actividadesrecientes/adjuntos/1221/Future%20role%20of%20seafood%20in%20global%20food%20security.pdf).

•         Em 2011, África tornou-se um importador líquido de peixe.

•         Das 9,9 milhões de toneladas de peixe produzidas em 2010, um terço teve origem em zonas de pesca do interior e 1,49 milhões de toneladas em aquacultura (criação de peixes) (http://www.theguardian.com/global-development-professionals-network/2013/jun/05/aquaculture-africa-fishing-crisis-marine). (NOTA: 1,28 milhões de toneladas)

•         Em 2011, o valor do comércio de peixe pan-africano era de 24 mil milhões de dólares americanos (http://www.fao.org/3/d1eaa9a1-5a71-4e42-86c0-f2111f07de16/i3720e.pdf), o equivalente a 1,25% do produto interno bruto de todos os países africanos.

•         O setor das pescas em África emprega 12,3 milhões de pessoas (http://www.fao.org/fishery/nems/40619/en), o que representa 2% da população africana entre os 15 e os 64 anos, destas pessoas 27% são mulheres.

•         Estima-se que o custo da pesca ilegal e não regulada em África seja superior a 1 bilião de dólares americanos por ano (http://theguardianmobile.com/readNewsItem1.php?nid=26178).

Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da WorldFish.


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ARTISTAS GUINEENSES VÃO OFERECER PINTURAS AOS DOADORES INTERNACIONAIS

Um conjunto de artistas da Guiné-Bissau vai oferecer pinturas aos doadores internacionais que vão participar na mesa redonda organizada pelo Governo guineense a 25 de março, em Bruxelas, Bélgica, anunciou a Agência de Notícias da Guiné (ANG).

As obras de arte retratam temas como o futuro do país, onde se veem autoestradas e outros sinais de desenvolvimento, em contraste com a atual falta de infraestruturas.
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"Também temos obras que relatam o trabalho, a emoção de uma Guiné positiva e não aquela face negativa de um país de pé atolado na lama", explicou Lemos Hipólito Djata, presidente da Associação de Artistas Plásticos, citado pela ANG.

A iniciativa é da secretaria de Estado do Plano e Integração Regional e da Associação dos Artistas Plástico da Guiné-Bissau.

O objetivo é oferecer em Bruxelas pelo menos dez quadros sob o tema em crioulo "Sol Na Iardi" (O sol brilha).As autoridades eleitas em 2014 puseram fim à crise provocada com o golpe de Estado de abril de 2012.A mesa redonda de doadores internacionais está a ser organizada pelo Governo para angariar parceiros de desenvolvimento que acompanhem o investimento previsto no plano estratégico para os próximos anos.

PRESIDENTE DA ANP ESTÁ EM CABO VERDE

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PRÉMIO MO IBRAHIM DE "BOA GOVERNAÇÃO" PARA PRESIDENTE DA NAMÍBIA

O Presidente cessante da Namíbia, Hifikepunye Pohamba, é o galardoado deste ano com o Prémio Mo Ibrahim de "boa governação" em África, distinção que não era atribuída desde 2011.

Ao anunciar o laureado em Nairobi, esta segunda-feira (02.03), Salim Ahmed Salim, presidente do comité de atribuição do prémio, salientou "a determinação do Presidente Pohamba em defender prioritariamente a coesão e a reconciliação nacionais, num momento em que a Namíbia vivia uma fase decisiva para a consolidação da democracia e do desenvolvimento social e económico".

Salim Ahmed destacou também a capacidade do Presidente cessante da Namíbia de ganhar a confiança e o apoio do seu povo. “Durante o seu mandato, Pohamba deu provas de uma grande liderança e ao mesmo tempo uma constante e profunda humildade", acrescentou.

Entrevistado pela seção kiswahili da DW, Salim Ahmed Salim, que também foi primeiro-ministro da Tanzania e antigo secrtetário-geral da OUA (Organização de Unidade Africana) sublinhou que Pohamba "fez tudo para a promoção da democracia e o melhoramento do padrão de vida da população da Namíbia, um país pequeno mas com muitos recursos naturais. E durante a presidência de Pohamba os recursos do país foram bem geridos. 

Por outro lado, desempenhou um papel exemplar na solução de alguns problemas sociais com destaque para o HIV-Sida. A Namíbia está entre os países com um alto nível de infeção. 

O Presidente cessante da Namíbia também trabalhou muito para o melhoramento da educação no país".

Eleito pela primeira vez em 2004 e depois em 2009, Hifikepunye Pohamba continua no cargo por algumas semanas, até à passagem do poder em março ao seu sucessor, Hage Geingob, atual primeiro-ministro, foi eleito em dezembro num escrutínio ao qual Pohamba não foi candidato por ter atingido o limite do número de mandatos.

Criado em 2007 e entregue anualmente, o Prémio Mo Ibrahim de "boa governação" reconhece líderes africanos que tenham dado provas de excelência na liderança política.

Está aberto a ex-chefes de Estado ou de Governo de países africanos que tenham deixado de exercer funções nos últimos três anos e dado provas de liderança exemplar.

O ex-Presidente cabo-verdiano Pedro Pires tinha sido o último galardoado, em 2011, tendo-se sucedido vários anos sem que o júri tivesse encontrado uma personalidade com mérito para receber o prémio.

Na primeira edição foi distinguido o antigo chefe de Estado moçambicano Joaquim Chissano e em 2008 ao ex-Presidente do Botsuana Festus Gontebanye Mogae. Também o antigo Pesidente sul-africano Nelson Mandela, ícone da luta contra o apartheid, foi laureado honorário do prémio em 2007.

O valor do prémio, no total de cinco milhões de dólares norte-americanos (3,7 milhões de euros), é distribuído durante dez anos em tranches de 500 mil dólares (373 mil euros).
A distinção é vista como uma forma de oferecer segurança monetária a dirigentes africanos que deixam o poder.


Recorde-se que o Comité do Prémio é presidido por Salim Ahmed Salim e integra os ex-presidentes da Finlândia Martti Ahtisaari (Nobel da Paz 2008), do Botswana Festus Mogae e da Irlanda Mary Robinson, bem como o ex-director-geral da Agência Internacional da Energia Atómica e Nobel da Paz 2005, Mohamed El Baradei, e a reitora da Universidade da Cidade do Cabo e ex-ministra da Educação moçambicana, Graça Machel.

SEXTA JORNADA DA PRIMEIRA DIVISÃO DO CAMPEONATO NACIONAL DE FUTEBOL ANTECIPADA PARA O MEIO DA SEMANA (QUARTA E QUINTA FEIRA), DIAS 4 E 5 DE MARÇO RESPECTIVAMENTE

O CALENDÁRIO DOS JOGOS DA 6ª JORNADA A SEGUIR

4ª Feira, 4 de Março:

-- Estrela Negra de Bissau Vs Benfica
-- Nuno Tristão FC de Bula Vs Sporting GB
-- São-Domingos Vs Portos de Bissau
-- Balantas de Mansôa Vs Lagartos de Banbadinca

5ª Feira, 5 de Março:

-- UDIB Vs FC Canchungo
-- Bijagós Vs Sporting de Bafatá
-- Estrela de Bolama Vs Cuntum FC

Obs: Nesta jornada duas equipas vão jogar sem praticamente qualquer folga para a recuperação física e mental dos jogadores. É o caso de São-Domingos que joga esta segunda-feira frente aos Bijagós e logo na quarta-feira (apenas um dia de descanso) volta a defrontar os Portos de Bissau.

Os Bijagós como é óbvio, jogam esta segunda e voltam a jogar na quinta-feira em Bolama frente ao Sporting de Bafatá (dois dias de descanso), mas, juntando as dificuldades de viagem de regresso, os dois dias praticamente não contam.


Quem é responsável para o agendamento dos jogos deve pensar muito nestes aspectos que parecem pequenos, mas que, muito contam para o bom desempenho das equipas e para a qualidade dos jogos… 

MISSÃO EMPRESARIAL DE CABO VERDE NA GUINÉ-BISSAU

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PAIGC PREOCUPADO COM DESAVENÇAS ENTRE OS TRÊS PRINCIPAIS DIRIGENTES POLÍTICOS DO PAÍS E POR COINCIDÊNCIA TAMBÉM DO PARTIDO

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder), vai juntar à mesma mesa o Presidente da República, José Mário Vaz, o líder do parlamento, Cipriano Cassamá e o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, para um esclarecimento sobre os motivos das alegadas desavenças entre os três.

A informação sobre este encontro, cuja data não foi revelada, foi avançada por fonte da direcção do PAIGC e é uma das principais conclusões da reunião política que decorreu este fim-de-semana (sábado, 28 de Fevereiro), em Bissau.

Os veteranos do partido auscultaram individualmente José Mário Vaz, Cipriano Cassamá e Domingos Simões Pereira, para saber se as alegadas desavenças entre os três têm fundamento ou não e quais os motivos.

Após estas diligências, os veteranos do PAIGC, que se manifestaram “preocupados com a falta de sintonia entre principais dirigentes políticos”, auscultaram os 91 membros do Bureau Político, que, por sua vez, sugeriram um encontro entre as partes.


“A ideia é juntar os três numa mesa redonda para esclarecer os eventuais mal entendidos que possam existir”, assinalou a mesma fonte da direcção do PAIGC.

RESULTADOS DA 5ª JORNADA DA PRIMEIRA DIVISÃO DO CAMPEONATO NACIONAL DE FUTEBOL – SPORTING CONTINUA NA LIDERANÇA COM 13 PONTOS E TEM O SPORTING DE BAFATÁ NOS CALCANHARES COM 12 PONTOS, E PORTANTO, EM SEGUNDO LUGAR

-- Portos de Bissau Vs UDIB - 0/1  
-- Sporting de Bafatá Vs Estrela N. Bolama – 8/0
-- Cuntum Vs Balantas de Mansôa – 1/0
-- FC Canchungo Vs Bula – 2/0
-- Lagartos de Banbadinca Vs Estrela N. Bissau – 3/0
-- Benfica Vs Sporting da GB – 0/0

A Quinta Jornada encerra esta Segunda-Feira com a partida:

-- São-Domingos Vs Bijagós

O BASTONÁRIO DA ORDEM DOS ADVOGADOS, BASÍLIO SANCA AFIRMOU EM ENTREVSITA À RDP-AFRICA QUE A JUSTIÇA GUINEENSES ESTÁ EM CRISE E CULPABILIZA PARA ESTA SITUAÇÃO OS OPERADORES DE JUSTIÇA E O ESTADO GUINEENSE.

CIPRIANO CASSAMÁ, PRESIDENTE DA ANP INICIA ESTA SEGUNGA-FEIRA VISITA DE CINCO DIAS A CABO-VERDE À CONVITE DO SEU HOMÓLOGO CABOVERDIANO. ATÉ SEXTA-FEIRA PROXIMA CASSAMÁ VISITARÁ MUITAS INSTITUIÇÕES ESTATAIS, ILHAS E LOCAIS HISTÓRICOS EM CABO-VERDE.

domingo, 1 de março de 2015

GUINÉ-BISSAU A CAMINHO DE UM FUTURO MAIS RISONHO

MAMADU SALIU LAMBÁ O MELHOR CANDIDATO PARA A CAMÂRA DE COMÉRCIO

UM CANDIDATO HONESTO QUE NÃO MISTURA POLITICA COM O

SECTOR PRIVADO. POR FAVOR MAMADU SALIU LAMBA FAZ AUDITORIA

NA CAMÂRA DE COMÉRCIO PORQUE HOUVE MUITA BANDIDAGEM COM

O FAMOSO FUNPI.

" O MEU CORAÇÃO BATE PELA GUINÉ-BISSAU" CINZIA D'AURIA

Cinzia D’Auria, antropóloga italiana, é uma frequentadora da África e da sua cultura, sobre a qual procura lançar um olhar diferente daquela a que a Antropologia clássica nos habituou: a de ver as culturas dos outros como simples objectos de estudo. É com esse olhar diferente, isto é, com uma atitude interactiva em relação às culturas africanas que tem vindo a colaborar com Filomeno Lopes em projectos de educação para uma visão crítica das realidades sócio-culturais. E isto através de imagens e música, unidas em documentários audio-visuais. Um projecto que já a levou várias vezes à Guiné-Bissau, País pelo qual bate o seu coração - disse na rubrica "África.Vozes Femininas" 



Há vários anos que, eu Dulce Araújo, me cruzo com a Cinzia D’Auria na nossa Redacção. Ela saúda sempre com um sorriso e um ar muito tranquilo. Senta-se e espera um momentinho para falar com o Filomeno acerca dos projectos que levam avante conjuntamente.

Então, para além de ter já visto alguns documentários por ela realizados, lembrei-me de a convidar a falar da sua visão da África neste espaço dominical sobre as mulheres. Ela preferiu falar em italiano, pois que não se sente ainda muito à vontade no português ou mesmo no crioulo que, no entanto, compreende um pouco.
Cínzia começou por nos dizer que é formada em Ciências Sociais com orientação antropológica e que sempre sentiu o desejo de estudar outras culturas e de romper com essa série de estereótipos sobre a África, sobretudo, que é muitas vezes apresentada como uma África indigente, incapaz de resolver os seus problemas sózinha. Algo que sempre a perturbou imenso:

 “Essa visão sempre me perturbou de algum modo, porque não conseguia aceitar que um Continente tão rico em termos de identidade e de tradições fosse representado de forma tão negativa no imaginário ocidental, europeu. Daí nasceu, portanto, uma sede de justiça social no sentido de querer dar uma visão da África diferente daquela que tinha recebido dos estudos antropológicos; África e não só, porque os meus estudos eram ligados a povos indígenas, todos aqueles povos que eram sempre considerados à margem da história europeia e ocidental”.

Terminados os estudos, Cínzia passou a usar a câmara de filmar e a máquina fotográfica para procurar transmitir uma visão diferente da África. Foi assim que realizou um documentário sobre a religião Vudu, típica de alguns países africanos, como o Benin, o Togo, e foi apresentando esse filme num Festival que conheceu o Filomeno Lopes:

“O encontro com o Filomeno aconteceu num festival de cinema em que tinham seleccionado um documentário que eu tinha realizado sobre a África (Togo e Benin) através do qual tinha procurado dar uma visão diferente da África em relação ao Vudu, religião tradicional”

Já fazias, portanto, documentários como forma de expressão?!

“Sim, sim, digamos que o meu endereço de estudos foi Antropologia  da Comunicação Visual e sempre utilizei a imagem, o documentário para interpretar as outras culturas porque a imagem é uma forma de comunicação muito mais directa e imediata”

Uma sintonia de ideias e abordagens da cultura africana entre a Cínzia e o Filomeno que acabou por dar vida a uma relação de trabalho criativo. Ele com a música, ela com o documentário fílmico. Uma união de dois instrumentos pedagógicos num só, para formar, estimular as pessoas a reflectir criticamente, um instrumento que Cínzia considera mais adequado porque toca o âmago das pessoas e apazigua mesmo as formas de conflitualidade que podem assim ser colocadas com normalidade em forma de debates.
“A partir disso assumimos juntos esse desafio realizando, por um lado, uma série de documentários que enfrentam temáticas diferentes, entre os quais documentário sobre a liderança: que liderança para a África de hoje?, e outros sobre a importância da memória histórica para  a África (e não só) para se poder empreender o caminho em direcção ao Renascimento africano. E com a realização desses documentários empreendemos uma espécie de caminho, mesmo na Guiné-Bissau, caminho que nos levou a diversos lugares da memória histórica da Guiné-Bissau, entre os quais Cassaká, Ponte Balana, Cacheu, etc.

Projectamos o documentário, fizemos um concerto e, depois houve debate com as pessoas localmente. E devo dizer que isto deu lugar a momentos de grande entusiasmo, de grande interesse porque constatamos que realmente  o método que estamos a adoptar e que, na realidade, é um método experimental, tinha suscitado muito interesse e todos participaram activamente e de algum modo tinha-se criado um diálogo, um pouco à maneira tradicional da África, do Djemberém, e todos eram levados a procurar resolver as situações conflituais para empreender um caminho em direcção a um futuro de paz e reconciliação”
Esta colaboração com o Filomeno já levou a Cínzia várias vezes à Guiné-Bissau e desde o início teve uma impressão positiva do país:

“A impressão na Guiné-Bissau foi inicialmente muito forte.  O que mais me tocou foi a relação com as pessoas, no sentido de que estavam muito motivadas. E o que notava é que deviam ser, de algum modo,  estimuladas. Era necessário um desafio cultural que pudesse dar a possibilidade de fazer emergir as potencialidades que parecem estar adormecidas. Mas havia uma grande força, uma grande vontade de mudança e, por isso, achei que é preciso dar instrumentos que orientem essas mudanças em direcção ao Renascimento africano. Mesmo na Universidade "Colinas do Boé", onde projectamos os documentários, os estudantes participaram activamente e faziam muitas perguntas que serviam a eles próprios para um crescimento interior e para compreender melhor seja o próprio país seja a relação com outros países”.
Cínzia já visitou vários países da África: Benin, Togo, Mali, Etiópia, e através da Associação italiana Zoé, de que é membro, faz outros trabalhos sobre os países do Sul do mundo, mas o seu coração está mais virado para a Guiné-Bissau…

“Na realidade o meu coração está com a Guiné-Bissau porque se trata de um projecto, a meu ver, muito importante no sentido de que trabalha sobre a cultura, a formação e  são na minha opinião os projectos mais difíceis porque requerem muito tempo antes que se chegue a uma solução; é uma procura continua”.
Como foi a passagem dos livros para a realidade?

“Digamos que os textos da Universidade inicialmente eram sobre a Antropologia clássica que me deixava muito perplexa porque davam noções ligadas à tradição colonial; então procurei seguir caminhos que na gíria são identificados como a nova antropologia cultural que procura dar uma visão completamente diferente não só da África, mas também doutros países; enquanto que a Antropologia clássica tendia a considerar as culturas como objecto de estudo; eu não conseguia aceitar isso porque objecto significa coisificar  o que estás a estudar, quando na realidade o que acontece é uma troca contínua de emoções e sentimentos. Daí esse reinventar a Antropologia, estas novas vias, segundo as quais o antropólogo não deve estudar o objecto, mas deve interpretar através duma comunicação dialógica com as outras culturas. Disso nasceu, portanto a necessidade de adoptar uma metodologia diferente e de ter uma definição diferente do conceito de identidade que não seja algo fixo, imutável, como faz crer a Antropologia clássica, mas algo constantemente em mutação e transformação. Daí uma concepção diferente também da História, quer dizer a própria África era considera um continente sem história e nisto a filosofia de Hegel teve uma notável influência. Portanto, procurei  aplicar essas novas teorias da Antropologia à realidade concreta da Guiné-Bissau. E é verdade que a África, a própria Guiné-Bissau, é um cruzamento de culturas e identidades, e não se pode pensar numa identidade fixa, imutável e pretender preservá-la como tal. Isto seria um fechamento que levaria a uma negação da própria cultura.


O projecto empreendido com o Filomeno é, no fundo, uma demonstração prática, no terreno, destas novas vias da Antropologia, vias que me levaram a fazer uso de instrumentos como a câmara de filmar ou a máquina fotográfica para poder entrar em contacto com outras culturas e fazer referência àqueles elementos da pessoa que são a emoção… e que na Antropologia clássica eram eliminadas porque – dizia-se – podiam falsificar a objectividades da cultura… Mas estes elementos entram todos em jogo e dão a possibilidade poder acolher aqueles elementos mais profundos de uma cultura para a poder compreender na sua profundidade”.

E a Antropologia como ciência mudou neste sentido que está a dizer ou antropólogos como tu que vão nesta linha são de algum modo marginais?

“Digamos que infelizmente, na Itália, a Antropologia é ainda de tipo tradicional. É difícil encontrar pessoas ou professores que tendem a seguir um novo caminho. Com efeito, esta nova linha é de antropólogos como Cliford, Marcus… que são antropólogos dos Estados Unidos. Por conseguinte, diria que, por um lado, (e é uma crítica que faço à Universidade) é mais fácil permanecer ancorados nos velhos conhecimentos do que elaborar novos que, no entanto, levam a uma maior abertura em relação aos outros povos e podem até ajudar na identificação de possíveis soluções para aquilo que é o problema das migrações que temos vindo a enfrentar nos últimos anos. Isto para dizer que algumas pessoas conseguem seguir aquilo que é  a nova antropologia, mas a tendência, infelizmente, na minha opinião, é a de seguir a antropologia clássica. É um trabalho mais pessoal, isso de abrir novos caminhos que, de forma experimental, dêem a possibilidade de ter uma leitura diferente daquele que é a realidade actual”.

Com o Filomeno colaboras há cerca de 10 anos nestes projectos de educação na Guiné-Bissau. Já se vêem resultados?

“Digamos que o trabalho é longo. Sim, nota-se uma maior disponibilidade e muitas vezes nos pedem para ir realizar esses encontros de reflexão. Devo dizer que desde a primeira vez que estive na Guiné-Bissau tenho notado mudanças positivas em termos de disponibilidade tanto das pessoas como de instituições… Tudo isso tendo em conta que no arco de 10 anos houve diversos golpes de Estado, de modo que da última vez que estivem lá, em 2013 vi ainda muito mais disponibilidade das pessoas à mudança e isto encheu-me de alegria, pois quer dizer que as coisas estão a mudar realmente e que há vontade interna de mudar, de chegar a uma cultura de paz, de reconciliação no país. Devagar, devagar grandes passos estão, portanto, a ser dados. E nós procuramos no nosso pequeno continuar com esses encontros para estimular as pessoas a reflectir e a desenvolver o sentido crítico em relação às problemáticas do país…

“Através do documentário são tratados temas como a liderança. Ao mesmo tempo, mesmo na canção há uma série de palavras que se referem à liderança ou à história da Guiné-Bissau. Daí se desenvolve depois o debate e nascem perguntas, as pessoas se interrogam sobre porque é que aquilo que foram os princípios, os valores, por ex. de um líder como A. Cabral não encontram lugar na sociedade actual, em que é que se errou, o que se pode fazer….Por isso, diria que é um debate muito construtivo, sobretudo porque ajuda as pessoas a mudar o modo de pensar, mas em sentido crítico, a interrogar sobre si mesmos e sobre os outros: o que se pode fazer para melhorar a própria situação e a do país. O que notei é que tem um impacto muito directo, um simples debate académico não consegue talvez atrair muito a atenção das pessoas, sobretudo dos jovens.”

Cínzia, estamos na rubrica “África.Vozes Femininas”. Em todas essas suas viagens à África, que visão tens vindo a construir da mulher em África?

 “Olha…, dou-te somente este exemplo que me tocou muito: ao longo deste percurso que temos vindo a fazer sobre a memória histórica, fomos a Madina do Boé, o lugar onde foi proclamado a independência da Guiné-Bissau e ali encontramos uma senhora, uma ex-combatente que nos acompanhou ao lugar onde havia um primeiro destacamento de Amílcar Cabral. Essa mulher tocou-me muito porque estava profundamente emocionada e disse: “vocês vieram até aqui para valorizar a memória de Amílcar Cabral”. E enquanto dizia essas palavras chorava, e continuava a falar dizendo: “estais a ver o estado em que está o nosso país? Não era isto que Amílcar Cabral queria!”. Isto comoveu-me também a mim, porque pensei: olha esta mulher que combateu para a independência e está hoje num país que não corresponde àquilo que era o ideal de Amílcar Cabral… que participação, que sentimento, que força ela tem dentro de si… Então, a meu ver, a figura da mulher representada por essa senhora é uma figura muito forte, uma figura de mulheres que fizeram parte do processo de mudanças do país, e não são mulheres marginais que estão à margem do processo de mudança do país. Esta, digamos, foi a minha experiência, um envolvimento que não vi noutros países onde estive e onde as mulheres me pareciam  mais relegados à…. Bem, talvez tenha sido influência de Amílcar Cabral que envolvia as mulheres no processo de mudança do país”  (DA)

A BURCA JÁ ROUBOU UMA AMIGA A HELENA E AMEAÇA A SEGURANÇA

"Depois de passar a usar burca, ela deixou de me falar e eu não a reconheço. Ela está vedada", lamenta.
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Ambas são muçulmanas guineenses, mas Helena não percebe o que levou a amiga a usar o véu integral, uma atitude que considera "passar dos limites", porque "não há nada" na religião que obrigue a esconder a cara, diz à agência Lusa.

Helena Said, 41 anos, ativista dos direitos das mulheres, apresenta-se como uma pioneira a usar véu islâmico na Guiné-Bissau, mas nunca um tipo de véu que a tapasse por inteiro.

Foi na década de 1990 que de livre vontade decidiu esconder o cabelo da vista dos homens, porque "esse sim" é o preceito defendido pelo Alcorão, refere.

O manto total nunca foi tradição entre os muçulmanos do país lusófono, mas foi adotado por algumas correntes do Islão e há cada vez mais pessoas a usá-lo na Guiné-Bissau - inclusivamente pessoas suspeitas de crimes, ao ponto de as autoridades islâmicas nacionais o desaconselharem por questões de segurança.
"Há gente a fazer mal com esses véus", usados como disfarce sob a justificação de preceitos religiosos, conta à Lusa o primeiro vice-presidente do Conselho Superior Islâmico da Guiné-Bissau, Alanso Fáti, referindo que foram já chamados pelo Ministério da Administração Interna.

O encontro aconteceu no final de 2014 e estavam em causa pequenos delitos, mas os riscos são maiores, face aos atos de terrorismo praticados por grupos radicais em países da sub-região como o Mali e a Nigéria e que são praticados de cara coberta.

Desde o alerta das autoridades, o Conselho Superior Islâmico tem feito declarações públicas em que desaconselha o uso da burca ou niqab, em nome da segurança do país.

"Não queremos fomentar essa ideia de que estamos só contra o véu. O que se passa é que estamos contra as gentes que estão a usar isso para fazer mal", sublinha Fáti.

Ao mesmo tempo, os dirigentes dizem estar vigilantes face ao risco de haver terroristas que se infiltrem nas comunidades muçulmanas do país.

"Não sei se os há aqui, mas temos cautelas para que esse mal não chegue à Guiné-Bissau", cuidados que consistem em "vigilância e tomadas de posição", diz Alanso Fáti, sem entrar em detalhes.

Estima-se que 40% da população guineense siga o islamismo, mas a burca nunca fez parte das tradições do país.

É antes o reflexo de influências externas que vão se instalando e criando novos seguidores entre os guineenses, como por exemplo, graças aos imigrantes de "países vizinhos", refere o antropólogo guineense Mamadú Jao.

Com "as questões que se colocam no mundo" relativas à segurança, aquele especialista em estudos africanos considera "perfeitamente legítimo" que se queira travar o uso da burca na Guiné-Bissau, onde o manto não tem raízes culturais.

Helena Said vai mais longe e, além da segurança, considera que a burca acaba com a vida social e intervenção cívica das mulheres.

"Há várias mulheres que a usam porque são forçadas pelos maridos", mas nem sempre é assim.
Outras usam-na porque querem, porque "foram sensibilizadas por outras mulheres ou porque estão nas escolas de quem usa burca", explica.

"Como podes cumprimentar alguém que não reconheces? Como é que um homem se pode apaixonar por uma mulher sem ver a cara? Ou como podemos saber se alguma sofre de violência doméstica", são questões que o véu integral pode deixar sem resposta, alerta Helena - da mesma forma que ficou sem saber o que se passou com a amiga.

Contactada pela agência Lusa, fonte do Ministério da Administração Interna da Guiné-Bissau confirmou que está a ser estudada legislação sobre o uso da burca, mas o assunto está ainda em discussão.
É um "tema sensível" e que está a ser conciliado com os direitos cívicos, concluiu.
A Lusa tentou falar com mulheres que usam o véu integral, mas sem sucesso.

A CORRIDA PARA A LIDERANÇA DA CAMARA DE COMÉRCIO ANIMA O PAÍS

Já se mexem as eleições para a liderança da Câmara do Comercio da Guiné-Bissau, uma das mais importantes organizações da sociedade civil do país.

As eleições ainda não têm uma data marcada mas deverão ter lugar, impreterivelmente, no mês de Março para que a nova direcção possa entrar em funções em Abril, indicou uma fonte da organização.
Este sábado, dois empresários, que se assumem como homens de ruptura com o passado, os empresários Mama Saliu Lamba e Braima Canté lançaram publicamente as suas candidaturas em comícios que mais se assemelhavam às campanhas político-partidárias tal era o entusiasmo e número de apoiantes num lado e noutro.

Mama Saliu Lamba apresentou a sua candidatura em Bissau e Braima Canté na vila de Safim, nos arredores da capital guineense. Perante apoiantes entusiastas, Saliu Lamba (empresário do sector dos combustíveis) e Braima Canté (que se dedica ao comercio da castanha do caju), prometeram, cada um à sua maneira, mudar a Câmara do Comércio, Industria, Agricultura e Servicos (CCIAS) a partir das próximas eleições.

Lamba, actual vice-presidente da CCIAS para as relações internacionais, disse que vai introduzir «a cultura de prestação de contas e afastar a Câmara do Comercio do jogo político», numa referência directa ao actual presidente da organização, Braima Camara, que é deputado ao Parlamento e um dos conselheiros do Presidente guineense, José Mario Vaz.

Braiam Canté prometeu fazer da CCIAS «uma instituição forte, dinâmica e unificadora de todo sector privado» para que possa ajudar no desenvolvimento do país.

Na liderança da Câmara do Comércio guineense há 11 anos, Braima Camara, empresário que também se dedica ao negócio da castanha do caju (principal produto de exportação da Guiné-Bissau) e dono de um conhecido hotel de Bissau, ainda não assumiu oficialmente a recandidatura a um terceiro mandatado, mas fontes que lhe são próximas garantem que deve avançar nos próximos dias.

Mussa Baldé, na Guiné-Bissau
Fonte: Bola 

A GUINÉ-BISSAU NÃO É NEM NUNCA SERÁ UM NARCO-ESTADO

A Guiné-Bissau é um grande estado com pessoas fantásticas. Um povo fabuloso
e lideres que tem vontade de trabalhar para o nosso desenvolvimento.