"O Historiador guineense Mário Sissoko revelou na grande entrevista da semana, de o Jornal o Democrata, que o PAIGC não existia antes de 1960 e que 3 de Agosto de 1959, o celebre massacre de Pindjiguiti, não foi tambem autoria do partido libertador da Guiné-Bissau. Ainda nas suas palavras houve, na altura, uma decisão de aumentar salário dos Marinheiros dos Portos de Bissau, mas aconteceu que os referidos Marinheiros deslocaram-se ao Chão de Manjaco a procura de paus para confeccionar remos de Pirogas e um deles fora ameaçada por um cão do Administrador António Carreira que na altura reformara e residia na vila de Canchungo . O Marinheiro atingiu mortalmente o referido cão. O que levou António Carreira a atrasar com o processo de aumento de salário, porque ficara mal com o facto de o Marinheiro ter morto o seu cão de estimação. Assim, foi em reacção a esta atitude de António Carreira que se desencadeou a revolta de 3 de Agosto de 1959, onde morrerram nove pessoas."
Jornal o Democrata