terça-feira, 10 de setembro de 2013

OPINIÃO: TOADA DOS FILHOS DA GUINÉ

Porque será?

Ainda me lembro da sensação que foi o lançamento do Yannick Djalo na equipa principal do Sporting. Descoberto por Boloni, após rodar no Casa Pia, mostrou qualidades técnicas e atléticas que legitimavam a esperança de uma progressão notável como futebolista. Estreou-se na equipa principal em 2006, com 19 anos, e o mundo a seus pés. Hoje, com 27 anos (fim da carreira), nem mesmo o Benfica o quer, após uma discreta passagem pelo futebol francês. Yannick tinha todas as condições pra ser um grande craque, e defraudou todas as expectativas. Porque será? Talvez o falhanço da carreira do nosso irmão Djalo terrão sido mais extradesportivas, do que propriamente desportivas. Um dia, já la vão anos, vi-o num jeep HUMMER, réplica dos usados pelo exército norte-americano, veiculo caro e espalhafatoso, que de certeza não cabia pelo portão da vivenda dele na Moita onde vive com a família, e fiquei a pensar porque razão é que um miúdo como ele precisava um carro daqueles. Depois habituei-me a ler pelos jornais e na imprensa cor-de-rosa, as contantes atribulações sentimentais, a sua conturbada relação conjugal de forma pública, os carros de luxo e personalizados, as lojas de roupa que fecharam pouco depois de abrir. Não posso deixar de pensar que esta exposição mediática, tiveram influência no equilíbrio e rendimento do nosso irmão.

 Yannick podia ter sido um grande jogador, mas atingiu esse patamar, fico com a sensação que ele não foi o único culpado desse infeliz estado de coisas, e que terá havido gente a aproveitar-se da sua impreparação. Se alguma coisa a história do Yannick ensina, é que se o talento é indispensável, não basta, para atingir o estatuto de jogador de eleição; ou seja é condição necessária, mas não suficiente. Um jogador de topo tem de gerir a sua carreira, ou delegar noutros essa gestão, por forma a adquirir a estabilidade, equilíbrio financeiro e pessoal, que permitam o sereno aproveitamento de todo o seu potencial. Chama-se a isso profissionalismo; é a diferença entre chegar ao topo ou ficar pelo caminho.

Espero que o Bruma leia esta humilde opinião e medite sobre as nefastas consequências do deslumbramento e do vedetismo apressado.

Genilson Nunes