Carta aberta ao PM/DSP
Senhor Primeiro Ministro,
Queira antes de mais aceitar os parabéns pelo cumprimento de 25% do seu
mandato, recordando-lhe de que os restantes 75% serão bem mais
complicados e igualmente excitantes.
Para começar tem pela frente, nos próximos anos, os enormes desafios em
matéria de desenvolvimento econômico e social, distribuição justa e
equitativa da riqueza produzida e as reformas necessárias nos mais
diversos sectores da nossa economia. Tem igualmente pela frente a
difícil tarefa de resistir às pressões (vindas sobretudo da presidência
da república) para mudar este ou aquele elemento do seu elenco
governamental. Resista Sr. PM, resista!
O povo escolheu o partido do qual você é o actual líder, para formar
governo. E o Senhor, na qualidade de presidente do partido mais votado, é
por inerência o responsável pela escolha dos ministros, sendo o
PRIMEIRO DOS MINISTROS. O povo não votou em si para que seja o Sr. PR a
escolher/decidir se este ou aquele deve ou não fazer parte do governo do
qual o senhor é o PRIMEIRO DOS MINISTROS.
Senhor PM, assistimos a um discurso forçado do Senhor PR na assembleia,
dizendo coisas contraditórias e sem qualquer convicção. Claramente o Sr.
PR foi como que obrigado a falar, sem no entanto querer falar.
A minha pergunta é muito simples: porque razão o Sr. PR deve escolher 4
ministros? Será que você, Sr. PM escolheu ou participou na escolha de
algum dos conselheiros do PR?
Senhor PM, não se esqueça de que mudanças constantes dos interlocutores,
também constituem sinais de instabilidade. Não se deixe cair nessa
falsa ilusão que muitos andam por aí a tagarelar: REMODELAÇÃO,
REMODELAÇÃO, REMODELAÇÃO...
Garanta a estabilidade do seu governo durante 4 anos. Foi para isso que
nós votamos e é por isso que nós continuamos a pagar impostos. Não quero
ver o dinheiro proveniente dos impostos a ser mal utilizado,
principalmente para fazer intrigas e jogo sujo.
Infelizmente há pessoas que insistem em continuar com as mesmas práticas
do passado, mesmo sabendo que as consequências. Que perspectivas para a
geração seguintes? Será que vamos continuar sempre com a Mão-Na-Lama?
Sem ruas e estradas? Sem um jardim para as crianças brincarem?
Senhor primeiro Ministro, mantenha-se com as SUA orientação, mesmo que
isto custe a queda do governo, pois estaremos cá para votar novamente em
si. E aí ficamos a saber quem é quem mas que insiste em diz que não é.
Mas nós já sabemos que é!
Com os melhores cumprimentos,
Augusto