Neste
momento, tudo parece indicar que os senegaleses tentam, por todos os
meios, encobrir o erro que cometeram. No entanto, parecem estar num beco
sem saída, com a irritação russa a aumentar; a televisão tem levantado
sistematicamente o caso e as famílias dos marinheiros apresados
escreveram a Putin. Não será de estranhar que o Presidente se envolva
brevemente no caso.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
BRAÇO DE FERRO III
Os russos consideram as alegações senegalesas pouco consistentes e
revelaram, através da agência Novosti, que o capitão do arrastão Oleg
Naydenov denunciou a entrada a bordo de dois oficiais senegaleses, que
tentaram forçá-lo a assinar um documento com as «coordenadas do local do
arresto»; o comandante começou por perguntar pela origem das
coordenadas, tendo-lhe sido vagamente respondido que tinham sido tiradas
por «um radar» (como, se o arrastão trazia as balizas electrónicas
desligadas?); o comandante recusou, por essas coordenadas se encontrarem
uma milha para dentro das águas senegaleses; terá entretanto
confrontado os «burocratas» com os registos do seu Diário de Bordo,
mostrando que, à referida hora, se encontrava 35 milhas para Sul do
local indicado.
http://fr.ria.ru/world/ 20140110/200191925.html