A água potável começa a faltar a bordo, e o navio está a
ser iluminado pelo seu gerador, graças às suas reservas de gasóleo (nos
portos, normalmente, são as autoridades portuárias que fornecem a
energia).
Parece
estar a jogar-se um braço de ferro, nenhuma das partes querendo abdicar
da sua posição. As negociações, que estavam previstas para Terça de
manhã, foram depois adiadas para a parte da tarde, acabando por não se
realizar, nem o Presidente Macky Sall recebeu o Embaixador russo, como
previsto. Os russos acusam os senegaleses de não saberem muito bem o que
pretendem, «não tendo elaborado uma posição clara sobre o assunto».
The Telegraph, diário inglês, publica hoje um artigo
sobre o assunto, dizendo que aquilo que começou por parecer ser um
pequeno incidente diplomático entre a Rússia e o Senegal, está a escalar
para uma crise séria, envolvendo também a Guiné-Bissau e a organização
não governamental GreenPeace.
