quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

BRAÇO DE FERRO RÚSSIA - SENEGAL

Alguns elementos da tripulação do Oleg Naydenov, precisam de assistência médica (incluindo o comandante e alguns dos guineenses), na sequência do arresto violento de que foram alvo, mas têm sistematicamente recusado a oferta dos médicos militares senegaleses, afirmando preferirem escolher o seu médico no sector privado, o que os senegaleses não permitem, continuando a manter toda a tripulação presa no interior do navio, incluindo os dois observadores marítimos ao serviço no arrastão.


A água potável começa a faltar a bordo, e o navio está a ser iluminado pelo seu gerador, graças às suas reservas de gasóleo (nos portos, normalmente, são as autoridades portuárias que fornecem a energia). 


Parece estar a jogar-se um braço de ferro, nenhuma das partes querendo abdicar da sua posição. As negociações, que estavam previstas para Terça de manhã, foram depois adiadas para a parte da tarde, acabando por não se realizar, nem o Presidente Macky Sall recebeu o Embaixador russo, como previsto. Os russos acusam os senegaleses de não saberem muito bem o que pretendem, «não tendo elaborado uma posição clara sobre o assunto».


The Telegraph, diário inglês, publica hoje um artigo sobre o assunto, dizendo que aquilo que começou por parecer ser um pequeno incidente diplomático entre a Rússia e o Senegal, está a escalar para uma crise séria, envolvendo também a Guiné-Bissau e a organização não governamental GreenPeace.

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/russia/10558493/Russia-accuses-Greenpeace-of-pushing-Senegal-to-arrest-trawler.html