quarta-feira, 30 de março de 2016

OPINIÃO: QUAL É O MELHOR CENÁRIO POLÍTICO GUINEENSE

Na minha opinião, a saída para esta crise passa justamente pela perda de mandato dos 15 ex. deputados traidores do PAIGC, pois esta decisão marcará uma nova era na história do PAIGC e do país em geral, pois ficou mais que provado que o problema da Guiné-Bissau está intrinsecamente ligado ao problema do PAIGC (si PAIGC turci, paíta gripa de constipação). Por isso vale a pena esta decisão, para marcar o fim da anarquia que custou a morte do Amílcar Cabral e outros valentes desta pátria.

Esta crise imposta injustamente ao povo da Guiné-Bissau, apesar das suas consequências negativas serem maiores, não deixa de ser um exercício pleno da cidadania e da política. Esta crise vem marcar uma virar das páginas na história política da Guiné-Bissau. Pela primeira vez na nossa história, apesar do nível acentuado de banalização da instituição da República (Presidência e ANP), as pessoas tiveram a liberdade de expressar livremente, outros até com exageros embarcados na intriga e calúnia, mas no entanto, ninguém foi assassinado ou torturado, salvo casos excecionais (incluindo a agenda patética,politizada e vergonhosa do Ministério Publico).

Custa-me admitir, mas tiro o chapéu as nossas forças armadas,ao nosso Presidente José Mário Vaz, a liderança do PAIGC que detém o Governo, pela valorização e o respeito dos direitos humanos.
Se a decisão do STJ for favorável a direção do PAIGC (é a decisão justa), o melhor senário possível é aproveitar as lições apreendidas, mas isto não requere enveredar pela lógica de “souvencedor, os outros são vencidos, então que se lixem”. Na minha opinião a direção do PAIGC deve fazer o seguinte:

Perdoar o PRS pela sua política ambiciosa desprendida de valores éticos e de interesse nacional;
Avançar com assinatura do pacto de estabilidade políticagovernativa, sendo o STJ fiel depositário, envolvendo não só órgãos da soberania (Presidência, ANP e o Governo), como também os partidos com acento parlamento. Isto implica abrir a mão para a reentrada do PRS no governo, nos moldes do primeiro governo, mas com caras novas (sem aqueles que participaram nos governos anteriores).
Nota: Relativamente aos 15, que resolvem com o Jomav, pois demonstraram ate ao último pico que não importam com o interesse nacional, SÃO TRAIDORES DA PÁTRIA COMO O JOMAV (mas o Jomav ainda é nosso Presi - ehehehe merece um pouco de respeito), então que criem os seus partidos e que sejam nomeados na presidência como conselheiros ou enviados como embaixadores.
De resto a vida continua. Terra na disingata um bias. Si alguimbim tenta mas, na si cabeça son, nada mas.
Anónimo