Uma missão
do Conselho de Segurança das Nações Unidas trabalha de 4 a 8 deste mês no Mali,
Guiné-Bissau e Senegal, para onde viajou quinta-feira, regressando a Nova
Iorque no dia 9.
No Mali e na
Guiné-Bissau, o Conselho, este mês presidido por Angola, vai manter encontros
com as autoridades locais, responsáveis das Nações Unidas no país, líderes
parlamentares, partidários, religiosos e representantes da sociedade civil,
para debater, respectivamente, o processo de paz e a crise política.
A visita ao
Senegal tem como objectivo analisar a situação política e de segurança na
região Ocidental de África, estando previsto encontros com dirigentes nacionais
e membros da ONU nessa zona e no Sahel.
Antes de
partir para o Continente Africano, o Conselho analisou a situação no Iémen,
tendo instado as partes em conflito a encetarem negociações de paz e apelado à
comunidade internacional para prestar assistência humanitária ao país, para
atenuar a grave crise que a população enfrenta neste domínio.
Na
quarta-feira, segundo dia da Presidência de Angola no Conselho de Segurança,
este órgão adoptou por unanimidade uma resolução a condenar os testes nucleares
e balísticos da Coreia do Norte, agravando as sanções contra este país.
No mesmo
dia, adoptou, também por unanimidade, outra resolução sobre o Sudão do Sul, que
renova, até 15 de Abril de 2016, o regime de sanções, incluindo a proibição de
viagens e o congelamento de bens aos indivíduos que bloqueiam o processo de paz
no país.
Através da
mesma resolução, o Conselho prorrogou até 15 de Maio o mandato do Grupo de
Peritos que supervisiona as sanções. Ainda na quarta-feira, o Conselho examinou
a situação na Líbia, com a participação do Representante Especial do
Secretário-Geral e Chefe da Missão de Apoio da ONU no país (UNSMIL), Martin
Kobler.
O
Responsável da ONU informou que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL)
continua a ser uma ameaça crescente para a Líbia e para toda a região e para além
dela, defendendo que a luta contra o extremismo violento no país só pode ser
sustentável se foi conduzida por um Governo de Unidade Nacional.
No final das
consultas, depois de previamente acordado entre os membros do Conselho, o
Representante Permanente de Angola junto da ONU, Embaixador Ismael Gaspar
Martins, na sua capacidade de Presidente do Órgão, forneceu, em nome dos 15
membros, alguns "Elementos à Imprensa", nos quais sublinhou a
necessidade de uma acção internacional concertada, especialmente na luta contra
o terrorismo.
Reiterou o
apoio ao Representante Especial do SG, enfatizou a importância de se alcançar
um acordo sobre endosso de um Governo inclusivo e representativo e começar a
operar dentro da Líbia e instou todas as partes líbias a colocarem o interesse
nacional em primeiro lugar e trabalhar rapidamente para a formação de um
Governo de Reconciliação Nacional.
Na
terça-feira, primeiro dia da Presidência angolana, o Conselho de Segurança
aprovou o seu programa de trabalho para o mês de Março e, seguidamente, o
Embaixador Ismael Gaspar Martins apresentou-o aos demais membros das Nações
Unidas e concedeu uma conferência de imprensa com a mesma finalidade.
