O ministro
italiano dos Negócios Estrangeiros, Paolo Gentiloni, considerou uma ameaça a
subida de atos terroristas na região da África Ocidental, na sequência do
ataque perpetrado domingo último na Côte d’Ivoire.
Em
declarações à imprensa segunda-feira, em Bruxelas, na Bélgica, o chefe da
diplomacia italiana disse que o seu país deve por isso manter-se vigilante em
relação à presença cada vez maior do terrorismo na África Ocidental, pois,
argumentou, "70 porcento dos fluxos dos migrantes que chegam ao nosso país
partem desta região via Líbia".
Segundo ele,
os esforços envidados para apoiar o Governo de União Nacional na Líbia devem
prosseguir e que a adoção de sanções contra as partes que entravam o acordo
político está “baseada nas iniciativas adotadas pela Comissão Europeia”.
Paolo
Gentiloni falava à margem da reunião do Conselho Europeu dos Negócios
Estrangeiros em Bruxelas, que ele aproveitou para informar todos os demais
países europeus sobre a operação política realizada em Túnis, na semana
passada, para apoiar o Governo de União Nacional líbio e a sua transferência
para Tripoli, a capital.
Ele
acrescentou que a reunião serviu também para falar do apoio da comunidade
internacional a favor do Governo líbio.