O impasse político na Guiné-Bissau continua, mesmo depois da visita de Olesegun Obasanjo,que saiu do país sem se ter chegado a um consenso relativamente à resolução do conflito político, que se arrasta desde agosto.
O Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, promoveu nos últimos dias quatro reuniões para tentar mediar a crise política que afeta o país desde agosto de 2015, depois de o chefe de Estado ter demitido o Governo liderado por Domingos Simões Pereira.
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a Organização das Nações Unidas, a União Europeia, a União Africana e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, os cinco principais parceiros internacionais da Guiné-Bissau, começam a dar sinais de cansaço perante o impasse desta crise política.
Depois do último encontro nesta quarta-feira, 10 de fevereiro, o enviado especial da CEDEAO, Olesegun Obasanjo, mostrava-se visivelmente insatisfeito com a falta de uma solução e abandonou o país no dia seguinte. “Será muito difícil encontrar soluções imediatas se os líderes se mantiverem na sua teimosia e não se unirem para tomar a decisão mais acertada para o bem do povo”, afirmou o ex-presidente da Nigéria.
Obasanjo disse ser urgente que haja um entendimento entre as partes, alertando a liderança guineense de que a comunidade internacional poder estar a ficar cansada dos problemas no país, mas apelou à população guineense que não permitisse aos autores políticos prolongar esta crise por mais tempo e antes de a própria comunidade internacional dar mostras de muito cansaço.